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Governador Mauro Mendes utiliza mesma tática de Pedro Taques para empurrar VLT com a bariga

Assim como fez o governo de Pedro Taques, que inventou todas as artimanhas possíveis para justificar e protelar a retomada das obras do VLT, o governador Mauro Mendes (DEM), está tomando o mesmo caminho. Inclusive, os mesmos 'estudos' de viabilidade estão sendo feitos novamente, dispendendo recursos públicos, para apenas justificar a demora na obra e cumprir interesses ocultos daqueles que não querem vê-la concluída.

No início do governo Taques, foi contratada a empresa KPMG para fazer estudos sobre o modal, ao custo de R$ 5 milhões. Os resultados, no entanto não fizeram com que nada saísse do papel, e não passou de dinheiro jogado no lixo.

Dessa vez, sob Mendes, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), anunciou a contratação de outra empresa para realizar um mapeamento da rede de mobilidade. Apesar de ter se passado 4 anos dos primeiros estudos, pouca coisa mudou em termos de tráfego, e as próprias estatísticas do Detran e empresas de ônibus poderiam dar esse parâmetro.

O governo alega que quer atualizar a matriz origem e destino dos usuários do transporte coletivo convencional e a demanda de passageiros exclusivos dos ônibus e do veículo leve sobre trilhos (VLT), entre as duas cidades. A previsão é de que o estudo fique pronto em fevereiro de 2020. Acontece que já existem outros, feito por mais de uma empresa. E o governo que fala em crise, se dá ao luxo de jogar mais dinheiro fora.

O secretário da Sinfra, Marcelo Oliveira (Padeiro), ainda dá sinais de que usará o mesmo expediente utilizado por Taques, que depois dos estudos realizados, partiu para a judicialização e contou com órgãos de controle para justificar a não retomada da Obra. Segundo Padeiro, há outros entraves no caminho. "Nós temos uma denúncia que pode ser oferecida pelo Ministério Público Estadual (MP-MT) e Federal (MPF). Nós temos o contrato rescindindo.", cantou, como se fossem cartas na manga.

Contratação da empresa

Para contratar esse novo estudo, a secretaria lançará edital de concorrência pública nos próximos dias. “Estamos contratando essa empresa para nos dar números de origem e destino, o tanto de passageiros ferroviários e rodoviários, preço de passagem, custo operacional de todo o sistema, diminuição de custo operacional para que a gente também não aumente ou eleve a parte operacional”, informou Marcelo Padeiro.

O secretário chega a insinuar que não tem interesse em retomar as obras alegando que existe um levantamento que aponta diminuição dos usuários de transporte urbano. "Nos últimos anos diminuiu cerca de 30% dos usuários para outros serviços, como motoristas por aplicativos, na capital", diz, sem levar em consideração que o aumento de serviços privados se deu por conta de um transporte público que não presta, ineficiente, desconfortável e caro. Em sua fala é possivel detectar um interesse em trocar o VLT pelo Bus Rapid Transit (BRT), mesmo sabendo que a maioria da população sonha em ver a conclusão do VLT Cuiabá-Várzea Grande. "Não podemos ser irresponsáveis de tratar o VLT de uma maneira política. Temos que ter responsabilidade", argumenta Padeiro.

Em tempo: Em junho deste ano, o próprio governador Mauro Mendes disse que definiria o futuro do VLT em 30 dias. Após viagens para Brasília, muito gasto de dinheiro público, inclusive com manutenção da obra, agora, empurra uma definição incerta, para o próximo ano.

 

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