POLÍTICA ▸ REUNIÃO

Governador elogia mudança de postura de Jair Bolsonaro: estava mais sensato e propositivo

O governador Mauro Mendes (DEM) elogiou a postura do presidente da República Jair Bolsonaro na reunião com os governadores, realizada na manhã desta quinta (21), para tratar da sanção em breve e com vetos, ao projeto de Lei Complementar de ajuda a estados e municípios aprovado no Congresso Nacional. Segundo o democrata, Bolsonaro se mostrou “sensato e propositivo”, evitando qualquer animosidade com os chefes dos Executivos estaduais.

Os governadores conversaram com o presidente por meio de videoconferência. Já  Bolsonaro esteve no Palácio do Planalto acompanhado, presencialmente, de ministros e dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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 “Foi uma reunião bastante equilibrada. O presidente se mostrou bastante sensato, senti ele bastante propositivo. Ontem (20), fizemos uma reunião de alinhamento com os governadores e acordamos que faríamos uma reunião propositiva, alinhada e que passaríamos nossa posição para   construirmos  um novo momento no Brasil em que toda a classe política, todos que têm mandato e a responsabilidade de conduzir o destino de milhões de brasileiros, possam unir seus esforços. Precisamos nos unir para enfrentar a pandemia e fazer a economia continuar rodando e iniciar a recuperação”, disse Mauro, no final da tarde de hoje, em entrevista à CNN.

A reunião

 Ao abrir a reunião, Bolsonaro pediu apoio aos parlamentares para que mantenham o veto presidencial ao ponto do projeto que suspende o aumento no salário de servidores públicos até o fim do ano que vem. Ele já havia anunciado que iria vetar a possibilidade desse reajuste e que considera “menos amargo” o congelamento, diante da proposta inicial de redução em até 25% do salário do funcionalismo público.

Durante a reunião, o presidente Rodrigo Maia destacou a importância da atuação conjunta, durante a pandemia, e da sanção ao projeto de lei complementar de número 39.

Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a sanção presidencial depende, ainda, de questões técnicas, referentes a ajustes relacionados a decreto de contratação nas Polícias Federal e Rodoviária Federal.

Os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e de São Paulo, João Doria (PSDB), falaram com os presentes no Palácio do Planalto, em nome dos demais gestores estaduais.

Azambuja reiterou o pedido de sanção ao PL, além de manter o veto ao reajuste de servidores públicos. Solicitou também a liberação da primeira parcela do auxílio a estados e municípios - que totaliza R$ 60 bilhões - até o dia 31 de maio.

Ainda sobre o projeto aprovado, os governadores pediram que Bolsonaro, ao sancionar, mantenha a suspensão das dívidas de estados com entes financeiros e bancos, até o fim deste ano, devido à queda na arrecadação de estados e cidades.

João Doria, governador de São Paulo, concordou com os pedidos anteriores e reforçou a solicitação da liberação da primeira parcela do auxílio a estados e municípios.

O chefe do Executivo do Espírito Santo, Renato Casagrande, pediu, ainda, ao presidente Jair Bolsonaro, que mantenha, junto com os poderes Legislativo e Judiciário, uma coordenação unificada com governadores e prefeitos durante o combate à pandemia da Covid-19. Para ele, é importante que os gestores locais também participem de decisões centrais, junto com o governo federal.

Na reunião, Bolsonaro prometeu a sanção imediata da ajuda aos estados e municípios. No entanto, na tradicional live de quinta, o presidente da República declarou que sancionará o projeto em “alguns dias”, o que quebra o acordo. (Com informações da Agência Brasil).

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