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Fogo no Pantanal entra na pauta do Congresso Nacional; parlamentares visitam Poconé

Os incêndios no Pantanal, que já queimaram mais de 1,2 milhão de hectares, foram pauta da reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, do Congresso Nacional. Entre as ações decididas na reunião realizada na segunda-feira (14) estão uma visita na região de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá) no sábado (19) de deputados federais e senadores para conhecer de perto a situação de emergência.

De Mato Grosso fazem parte da Frente Parlamentar os deputados federais Rosa Neide (PT), Dr. Leonardo (SD) e Emanuelzinho (PTB). Na reunião virtual realizada na segunda-feira, estiveram presentes 59 pessoas, entre deputados, senadores, ambientalistas, pesquisadores e moradores do Pantanal.

“Quase 20% do bioma já foi varrido pelo fogo, dizimando a fauna e a flora e as chamas seguem sem controle, por isso a necessidade urgente da união de esforços das autoridades nos 3 níveis e de toda sociedade pelo combate aos incêndios e por planejamento e prevenção”, destacou a deputada federal Rosa Neide.

No mesmo dia da reunião, o governo de Mato Grosso decretou estado de calamidade por causa dos incêndios florestais, em especial os que ocorrem na região pantaneira e que não foram controlados mesmo com a aplicação de mais de R$ 22 milhões.

Além da visita no sábado, os parlamentares solicitaram uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para criar um grupo de trabalho para construir ações urgentes junto ao Ministério do Meio Ambiente e ao Conselho Nacional da Amazônia.

Outra medida da Frente será encaminhar a discussão do projeto de lei 9950/2018, do deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), sobre a conservação do Pantanal.

A situação no Pantanal, segundo o chefe das equipes de brigadistas do Corpo de Bombeiros, coronel Paulo Barroso, é crítica. "São os maiores incêndios florestais da história. São 150 metros de largura de frentes de fogo com labaredas que alcançam 25 metros de altura. As chamas estão sem controle. Nosso esforço é para proteger a vida humana e salvar os animais. Precisamos de mais estrutura, apoio material e logística para atender os animais". (Com informações da assessoria)

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