POLÍTICA ▸ INVESTIGAÇÃO

Filho de empresária é suspeito de ameaçar de morte vereador e família por cassação de Abílio

O suspeito de ameaçar de morte o vereador Toninho de Souza (PSD) e sua família foi identificado como Gustavo Lima Franco, de 28 anos. Filho de uma empresária do setor imobiliário, o rapaz teria feito ameaças através do Facebook. Gustavo seria ligado ao movimento “Pró-Abílio” e estaria presente na última manifestação contra a cassação do parlamentar, na Câmara Municipal, conforme vídeos publicados em sua rede social.

Segundo informações obtidas pelo Olhar Direto, Gustavo teria entrado em contato com a esposa de Toninho e enviado a seguinte mensagem: "Deixa eu te perguntar, vocês já se acostumaram com a possibilidade da morte do Toninho de Souza? Pois provavelmente numa manifestação, se o povo perder o controle, pode acabar de uma forma bem cruel", diz.

Já em uma postagem em modo público, Gustavo teria comentado que: "Essa ética tá parecendo aqueles códigos de conduta do crime...X9 sempre acaba levando. Isso precisa mudar".

Já em uma publicação do próprio vereador, presidente do Conselho de Ética, que votou por unanimidade pela cassação de Abílio Brunini Júnior (PSC), Gustavo teria feito uma nova ameaça. "Você está esquecendo da morte dele em uma provável revolta popular", descreve a denúncia. 

Além de Gustavo, outras pessoas já teriam sido identificadas por suspeita de ameaças contra o parlamentar e família. O motivo do crime é todo processo envolvendo a cassação do também vereador Abilinho, como é conhecido. 

Acompanhado de seus advogados, Toninho esteve na tarde de sexta-feira (21) na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Cuiabá, no bairro Planalto, e confirmou ao Olhar Direto que além de identificar, os policiais já mandaram uma representação para essas pessoas.

“Foram duas ameaças, uma feita de forma indireta no Facebook da minha esposa e outra feita diretamente para mim, no meu celular, no último domingo. Esse com ameaças de morte diretamente à minha pessoa. Ligou querendo saber se era eu mesmo, que eu pagaria com minha própria vida o que eu estava fazendo com o vereador Abílio, se referindo o processo de cassação. Eu queria saber quem era, ele disse que no momento certo eu saberia. Que poderia andar com segurança, com quem fosse, mas a minha hora iria chegar. Então eu tomei todas as providências, tanto das ameaças indiretas, que houve a identificação, quanto a essa a ameaça mais direta, no telefonema. Não que isso vá me intimidar, mas que providências precisam ser tomadas. Ameaça de morte é um crime e o crime precisa ser combatido”, disse Toninho de Souza, com exclusividade ao Olhar Direto.
 
O caso está sendo investigado e conduzido pelo delegado Jeferson Dias, na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Cuiabá.

Outro lado

Sobre a suspeita de ameaças, Gustavo disse ao Olhar Direto que: "Só posso dizer que é uma bobagem. Eu não realizei ameaças, a única coisa que fiz foi exercer minha cidadania e externar comentários no Facebook de revolta em relação às atitudes tomadas pelo representante", disse. 

"Falei algo lógico para a mulher dele sobre a possibilidade de um líder que gerando a revolta popular pode acabar sendo morto em uma provável manifestação onde se perca o controle da população. Segundo a definição do crime de ameaça isso não é uma ameaça", finalizou. 

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