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Estado de Mato Grosso pagará R$ 560 mi do empréstimo do VLT para liberar obra do BRT

O governador Mauro Mendes (DEM) encaminhou a Caixa Econômica Federal (CEF) uma proposta de quitação antecipada do contrato firmado com o Estado para execução das obras do VLT (Veículo Leve Sob Trilhos). A revelação foi feita na manhã desta quinta-feira (25) em entrevista à imprensa no Palácio Paiaguás. 

De acordo com o governador, a quitação do empréstimo é a melhor saída para a administração superar a burocracia administrativa e ter autonomia para executar o projeto do BRT. O valor da dívida é estimado em R$ 560 milhões e o Estado tem efetuado pagamento das parcelas do empréstimo, mesmo sem a conclusão do modal.

“A ideia é encerrar essa relação jurídica para o Estado prosseguir com independência para tocar as obras do BRT. Estamos aguardando deles uma autorização para migração do VLT pelo BRT em razão de ter um financiamento já existente. A licitação do BRT já está pronta na Secretaria de Infraestrutura. Como está demorando essa resposta, o governo vai quitar e se livrar desta obrigação”, disse.

Questionado a respeito da decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) de proibir a utilização dos recursos federais destinados ao VLT para a obra do BRT, Mendes ressaltou que nada interfere no projeto do BRT.  “O governo do Estado tem condições de tocar o projeto do BRT sem um centavo de financiamento do governo federal”.

O empréstimo do VLT foi autorizado pela Assembleia Legislativa e firmado na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Na época, o Estado contraiu R$ 1,477 bilhão para ser pago em 30 anos. 

Com relação aos vagões do VLT que estão parados no Centro de Controle Operacional em Várzea Grande, o governador explicou que o Estado comprou um sistema de transporte que não foi concluído pelas empreiteiras. Por isso, os vagões serão devolvidos e a expectativa é que o dinheiro pelas empresas seja devolvido, conforme já determinado em sentença judicial. 

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