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Empresa alvo de operação da PF recebeu mas de R$ 9 milhões do IFMT

A empresa Protege Energia, alvo da deflagrada pela Polícia Federal (PF), recebeu pagamentos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que chegam a mais de R$ 9 milhões, feitos entre 2011 e 2018, como consta no Portal Transparência da instituição. A Protege presta serviços de manutenção predial e rede elétrica, no entanto, foi alvo da operação, nesta quarta-feira (21), por conta de um contrato de merenda escolar.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na empresa, que no bairro Jardim Califórnia, em Cuiabá, na casa do dono da empresa e na prefeitura e no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) de Campo Novo do Parecis.  

O proprietário da Protege, Mauricio Souza de Menezes, foi preso e encaminhado para a sede da PF, pois durante o cumprimento de mandado em sua casa foi encontrada uma arma de fogo sem registro. 

A servidora do IFMT e candidata à vereadora Samila Dalva de Jesus Silva também foi alvo de busca e apreensão.

Operação

A ação visa desarticular um esquema criminoso com indicativos de fraudes e desvio de recursos públicos no instituto nas áreas da educação e infraestrutura. O montante dos recursos envolvidos é de aproximadamente R$ 4,8 milhões, apenas em um contrato.

Os trabalhos foram acompanhados por funcionários da Controladoria Geral da União. 

Conforme apurou o , a empresa não tem estrutura para atender o contrato, que é milionário. Além disso, durante o cumprimento do mandado, os policiais federais encontraram novos documentos, de outros contratos irregulares.

As investigações tiveram início a partir de trabalhos internos da CGU que identificaram pagamentos de notas fiscais de possível fornecimento de gêneros alimentícios no mês de janeiro de 2020 para alimentação escolar, sendo que neste período os alunos estavam em período de férias escolares.

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