POLÍTICA ▸ DECLARAÇÃO

Emanuel reconhece declaração infeliz em acusação de macumba

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) disse que foi infeliz ao fazer o comentário sobre a ida de um vereador da Câmara de Cuiabá na “macumba”. O vereador em questão seria Marcelo Bussiki (PSB), porém ele não foi identificado pelo prefeito ou sua assessoria.

Sem citar o nome do parlamentar, Emanuel disse que teria provas de que “ele teria ido fazer macumba” e colocado seu nome na “boca do sapo”. O prefeito ainda disse que teria provas sobre a acusação e pedido para fotografar.

Por nota, a assessoria do prefeito diz que ele respeita todas as religiões e que “macumba” não pertence a nenhuma religião. “O prefeito Emanuel diz que respeita todas as religiões e que ao falar a palavra “macumba” na forma figurativa, não afirmou em se tratar de nenhuma religião específica, e sim de uma possível intenção de prejudicar a gestão. Até porque, como é de conhecimento geral, a chamada “macumba” não possui vínculo com nenhuma religião”, diz trecho da nota.

Por fim, a nota afirma que Emanuel comentou algo que vieram lhe relatar, mas que em “nenhum momento isso passou a ser relevante dentro da meta de fazer de Cuiabá uma capital mais humanizada e com qualidade de vida para a população”.

Resposta de Bussiki

O vereador Marcelo Bussiki (PSB), membro do grupo de oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), respondeu às críticas do gestor e disse que jamais frequentou nenhum centro de umbanda e ou fez macumba para o prefeito.

Bussiki ficou sabendo das acusações durante uma CPI na Câmara de Cuiabá e esperou a audiência terminar para falar sobre as acusações do prefeito. De imediato, repudiou a fala de Emanuel e o convidou para ir à igreja que ele frequenta.

“Se ele saber disso, é porque ele está indo nesses lugares. Eu não vou, não participo desse tipo de coisas e não frequento. O prefeito tem que gerir mais por Cuiabá. Ele tá com mania de perseguição. Tem que parar. Enquanto o prefeito estiver preocupado com centro de macumba, nossa cidade continua perecendo. Ele precisa ir na igreja. Se quiser, eu até recomendo ele ir na minha”, disse o vereador, que frequenta a Igreja Sara Nossa Terra da Avenida Miguel Sutil.

Motivo da briga

As declarações de Emanuel foram dadas na manhã desta quarta-feira (19), quando Emanuel foi questionando sobre uma declaração de seu secretário de Planejamento, Zito Adrien, dando conta de que o Município teria desistido temporariamente da efetivação do empréstimo em dólar, no montante de US$ 115 milhões, algo próximo de R$ 500 milhões, com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
 
A operação de crédito externo tem como finalidade obras do Programa Cuiabá 300 anos e Bussiki, juntamente com os outros vereadores de oposição são contra essa operação bancária.

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