POLÍTICA ▸ PROMESSA

Emanuel Pinheiro fala para Mauro Mendes não olhar para trás e buscar solução para VLT

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) considera que quem tem de arrumar meios financeiros de terminar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é o governador Mauro Mendes (DEM) tão somente. Afinal de contas, além de ser essa sua função, resolver o imbróglio era uma de suas promessas de campanha. Disse que abandonar o modal seria retrocesso e classificou a acusação do democrata, de que é “irresponsabilidade e molecagem” dizer que o trem é o mais adequado ao momento da capital, como mera cortina de fumaça de quem não sabe bem como proceder.

Pinheiro afirmou também que fazer acusações e jogar pedras no passado, responsabilizando gestões anteriores pelo não realizado agora, não é o mais adequado. Também replicou que para “não deixar roubar” e apurar responsabilidades quanto a desmandos nos gastos de R$ 1 bilhão feitos até agora há Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, justiça e demais órgãos de controle. Logo, é Mauro quem tem de dar um jeito de conseguir o R$ 1 bilhão ainda restante para a conclusão.

“Isso tudo é blablabla. Quero saber o seguinte: o VLT é um caminho sem volta, e o governador ganhou a eleição com esse compromisso. É um desafio que ele tem que enfrentar, como eu mesmo enfrentei inúmeros desafios. Não cabe ficar olhando pra trás e jogando pedra. O negócio é: sem blablabla. A população precisa, a população merece e cabe ao gestor arrumar os meios e não ficar culpando a, b ou c”, repetiu.

Caminhos seriam utilizar a articulação política com a bancada federal e buscar os recursos em Brasília, como ele teria feito com o Hospital Municipal de Cuiabá. Garantiu que não mudou de posicionamento desde quando era deputado, pois sempre fui  defensor aberto do VLT, “pra mim é caminho sem volta porque é verdadeira transformação no transporte coletivo para a população e verdadeira transformação no desenvolvimento humano da capital, impactando em várias áreas. Não imagino qualquer decisão que não seja retomar as obras e concluir o VLT para o bem de Cuiabá e da região metropolitana”.

Por fim, disse que o governador não foi enganado ao assumir o Executivo e conhecia ou deveria conhecer a situação para não entrar no Palácio Paiaguás com foco no passado, de olho para apontar as falhas de quem fez ou deixou de fazer. "Adianta xingar o governador passado, que não resolveu em quatro anos? Adianta xingar? Não fiz isso em Cuiabá, porque sabia os problemas que tinha. Não, eu peguei, arregacei as mangas e fui à luta, os desafios mais complicados, eu assumi e estão sendo entregues à população pra quem deve ser entregue o melhor. Não importa quem fez ou deixou de fazer. Como governador hoje, deveria arrumar um jeito de desatar esse nó que virou o VLT", continuou.

Emanuel considerou que o chefe do Executivo Estadual deveria liderar um movimento na cidade, no Estado, para tentar uma solução, pois foi o que ele fez com o novo Pronto Socorro de Cuiabá, com as UPAs e outras obras que estavam paralisadas e abandonadas. "Faz parte, porque a gente assume sabendo as dificuldades que tem".

Ao final, pareceu apaziguador e disse ter certeza que o governador vai passar por "esse período de estresse político e administrativo, que é o caminho natural desses seis primeiros meses de administração, com muita turbulência e dificuldade e a gente entende e se coloca à disposição pra resolver". Entretanto, apresentou dois pontos dos quais não abriria mão -- o VLT e nada se fará em Cuiabá sem que o prefeito e as leis da Prefeitura Municipal de Cuiabá sejam ouvidos. "Disso eu não abro mão, sob pena de a cidade ser novamente arrebentada, esburacada, deixando profundas cicatrizes na cidade e a população pagando o pato".

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