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Deputado Wilson Santos não honra acordo e tem chácara penhorada por dívida de R$ 2,2 milhões

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) teve sua chácara localizada em Chapada dos Guimarães (distante 65 quilômetros de Cuiabá) novamente penhorada. A decisão é do juiz Yale Sabo Mendes  e veio por força de uma dívida de R$ 2,2 milhões que ele assumiu com a produtora Monkey Filmes durante a campanha à Prefeitura de Cuiabá em 2016.

Conforme o entendimento do juízo da Oitava Vara Cível da Comarca de Cuiabá, a produtora Monkey Filmes foi contratada pelo então candidato para prestar serviços de produção, captação e edição de inserções para TV durante a disputa. No entanto, o tucano nunca honrou o contrato inicialmente fixado em R$ 600 mil para o primeiro turno e outro R$ 1,1 milhão para o segundo.

Desse total, de R$ 1,7 milhão, conta nos autos processo, foram pagos somente R$ 280 mil. Acionado, foi condenado a pagar a integralidade da dívida, mais juros, correção e custas processuais.

Como também não honrou a dívida agora judicial, ela foi sendo atualizada até chegar aos atuais R$ 2,2 milhões. Acionado novamente para cumprimento da sentença, o magistrado Sabo Mendes determinou, em abril deste 2019, três dias para pagamento.[

Esse prazo também não foi cumprido. “Dessa forma, não havendo comprovação do pagamento da dívida ou informação de interposição de embargos, defiro o pedido de penhora formulado pelo exequente”, decidiu o juiz.

Sempre que procurado, como foi na ocasião, o deputado tucano disse que seu partido, o PSDB, assumiria a dívida desde novembro de 2016 e essa quitação seria feita em cinco parcelas de R$ 284 mil a serem pagas entre janeiro e maio de 2017, mas novamente o deputado e o partido não pagaram. Para a defesa da produtora, tudo não passou de manobra do partido e de Wilson para desbloquear o imóvel.

As palavras usadas para descrever o ato foram intenção astuta e sorrateira. “A credora, portanto, impugna veementemente o documento apresentado pelo devedor, posto que a intenção do devedor é apenas tumultuar a presente execução, impedindo ou retardando os atos de constrição, que serão inevitáveis, data máxima vênia”, escreveu o advogado da Monkey Filmes.

Não adiantou muito, independente de o recurso ter sido mal intencionado o não, pois fato é que o juiz Sabo Mendes negou provimento às demandas tanto do PSDB quanto do deputado estadal e manteve a penhora do imóvel. “Posto isso, intime-se a parte executada para no prazo de 10 (dez) dias, indicar nos autos a localização exata do imóvel penhorado, informando um ponto de referência; descrevendo as características do imóvel e seu atual estado de conservação (CPC, artigo 847, § 1º, inciso II), bem como, para no mesmo prazo trazer para os autos a avaliação do imóvel, que deverá ser realizada por 02 (duas) empresas distintas, ligadas ao mercado imobiliário, conforme estabelece o artigo 871, inciso IV do CPC, sob pena de preclusão”, determinou Yale Sabo Mendes.

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