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Deputado Faissal Calil culpa Mauro Mendes por alta no preço do gás e Governo diz ser fake news

O Governo de Mato Grosso acusou o deputado estadual Faissal Calil (PV) de espalhar fake news em suas redes sociais, nesta sexta-feira (23). Em um vídeo, o parlamentar atribui ao Executivo a alta no preço do gás de cozinha, por conta do Projeto de Lei 53/2019, que alterou o sistema tributário no estado.

Na postagem, Faissal afirma que o governador Mauro Mendes (DEM), aumentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o gás, fazendo com que o preço subisse drasticamente.

“Recentemente Mato Grosso entrou para o topo de uma lista nada boa: a do gás mais caro do país. Quer saber porque isso acontece? Recentemente, Mauro Mendes aumentou ainda mais o ICMS sobre o gás. E foi isso que causou esse desbalanceamento. Eu fui contra, eu avisei!”, escreveu.

Por outro lado, o governo nega as acusações do deputado. Em nota, a Secretaria de Comunicação afirma que o índice do ICMS do gás de cozinha é o mais baixo do país. " A tributação do Estado é de 12%, sem qualquer aumento da alíquota nos últimos anos.", diz trecho da nota.

"O deputado estadual Faissal Calil espalha fake news em suas redes sociais ao dizer que o governo aumentou a alíquota do imposto. O que é mentira!", completa o posicionamento do Executivo.

Essa não é a primeira vez que Faissal confronta Mendes, recentemente, o parlamentar passou a defender a isenção da energia solar no estado, conseguindo arranhar a imagem do democrata diante da opinião pública, sobretudo na Internet.

Veja a nota na íntegra:

O Governo de Mato Grosso tem o índice de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o gás de cozinha mais baixo do país. A tributação do Estado é de 12%, sem qualquer aumento da alíquota nos últimos anos.

No entanto, o deputado estadual Faissal Calil espalha fake News em suas redes sociais ao dizer que o governo aumentou a alíquota do imposto. O que é mentira!

A composição do preço do gás de cozinha no Estado é de 12% do ICMS; 38,7% é o índice da revenda e lucro pelas distribuidoras; e 49,3% é o valor cobrado pela Petrobrás.

A margem de lucro bruta praticada pelas empresas em Mato Grosso é de R$ 38, enquanto a média nacional é de R$ 20.

Além de Mato Grosso, também mantêm alíquota de 12% do ICMS, os Estados do Amapá, Bahia, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

Os Estados com o ICMS mais caro são Alagoas, Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, com 18%.

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