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Deputado aposta que nem Lula e nem Bolsonaro não chegam no segundo turno

Defensor da “terceira via”, isto é, de um terceiro candidato à Presidência da República, o presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado Carlos Avallone, acredita que o radicalismo vai acabar prejudicando a eleição do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e do atual presidente Jair Bolsonaro, e os deixando fora da disputa.

“Eu, particularmente, não acredito que estará no segundo turno nem Bolsonaro e nem Lula. Acho que estarão outros dois candidatos, que vão se viabilizar nesse processo. Esse radicalismo que vemos no país é um absurdo”, avaliou o deputado.

Avallone observou que o Brasil tem pautas urgentes para serem resolvidas, como o preço dos combustíveis, do gás de cozinha, a alta de emprego e pessoas passando fome, e ponderou que, enquanto Lula não aborda o assunto, Bolsonaro “fala pelos cotovelos” e faz o país passar vergonha.

“Essas vergonhas não podem continuar acontecendo. Não é este o país que nós queremos. Acredito que a maioria das pessoas vai entender isso num certo momento. O momento será ano que vem, no processo eleitoral, nessas discussões”, manifestou.

Avallone ainda pontuou que o Brasil tem se tornado um “país do ódio” em razão do radicalismo polarizado entre Lula e Bolsonaro, e defendeu que os partidos políticos apresentem soluções viáveis para fugir desse caminho.

O PSDB, por exemplo, já tem como certo que lançará um candidato à disputa da Presidência. Em 2018 o partido lançou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que foi derrotado ainda no primeiro turno, com apenas 4,76% dos votos válidos, ficando em quarto lugar na disputa. Já para 2022 não há consenso. Uma prévia nacional escolherá entre o nome do governador de São Paulo João Doria e do governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite.

O DEM também ensaia uma candidatura de oposição a Lula e Bolsonaro. O nome preterido é do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Entretanto, como o partido passa por uma fusão com o PSL, que deverá iniciar com uma convenção nacional em outubro, o pré-candidato poderá mudar.

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