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DEM continua apoiando Bolsonaro após anunciar saída do bloco centrão

A saída do DEM e do MDB do chamado “Bloco Centrão” na Câmara dos Deputados não representa desembarque do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Essa é a avaliação do senador Jayme Campos (DEM) ao comentar decisão do seu partido, que, segundo ele, vai continuar votando favorável às pautas do Executivo, “mas com mais independência”.

Apesar de considerar a saída como positiva e de que o bloco foi criado pontualmente para votação de alguns projetos de interesse social, Jayme admite que a questão pode não ter ficado bem esclarecida.

“O DEM vai continuar apoiando os bons projetos do governo para a sociedade, mas com mais independência. Não ficou bem esclarecido o assunto, mas não significa que o partido está desembarcando do governo Bolsonaro”, disse ao .

Segundo Jayme o “centrão” foi criado para acabar em março desse ano, quando já teriam sido votados itens como Reforma da Previdência, aprovada em novembro do ano passado, e Reforma Tributária, que não chegou a ser votada. Mas com a pandemia de Covid-19, outros assuntos mais urgentes podem ter demandado o foco dos congressistas que estenderam o bloco informal.

“Centrão é até um nome que pode soar pejorativo e parece um balcão de negócios, o DEM jamais participaria de algo assim”, disse.

Com a saída do DEM e do MDB, o Blocão de 221 parlamentares cai para 158 e continua liderado pelo deputado Arthur Lira (PP), que deve concorrer à sucessão de Rodrigo Maia (DEM) na presidência da Câmara, e conta com o apoio de Bolsonaro.

A justificativa oficial para a saída é de que os partidos já teriam cumprido seu papel, mas os parlamentares também estariam incomodados com a centralização em torno de Lira. A eleição para a Mesa Diretora da Câmara acontece em fevereiro de 2021.

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