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Delatores serão interrogados e detalham esquema em licitações de obras na Seduc de MT

Delatores e réus na Operação Rêmora são interrogados na manhã desta terça-feira (02) pela juíza Ana Cristina Mendes, da 7° Vara Criminal, sobre desvio de recursos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio de fraudes a licitações de empresas para obras de reforma e construção de escolas no Estado.

Prestam depoimento nesta manhã, o ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto e os empresários e também delatores, Alan Malouf, Giovani Belatto Guizardi e Luiz Fernando da Costa Rondon.
A imprensa foi proibida de acompanhar a audiência.

Em delação homologada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF),  Permínio Pinto teria delatado o envolvimento do ex-governador Pedro Taques e do ex-deputado federal Nilson Leitão, ambos do PSDB, no caso de fraudes a licitações, que seria uma forma de pagar contas de campanha.

No depoimento à Sétima Vara Criminal, Permínio pode identificar os demais coautores e partícipes da organização e as infrações por eles praticadas, além de revelar a estrutura hierárquica e divisão de tarefas da organização criminosa.
 
O esquema

De acordo com as investigações do Ministério Público Estadual, a organização criminosa da qual fariam parte Permínio e o empresário Alan Malouf, também delator, e outros réus, teria fraudado 23 licitações em valor total de R$ 56 milhões – o valor efetivamente desviado ainda é apurado.

O esquema foi descoberto através de denúncia anônima em 2016. Segundo o Ministério Público Estadual, as fraudes a licitações de obras e reformas de escolas na Seduc eram feitas por grupo de servidores liderado por Permínio Pinto, então secretário da Seduc.

Também, conforme a denúncia, havia outro grupo formado por empreiteiros “cartelizados” e que pagavam propina de 3% a 5% para poder participar das licitações orçadas em R$ 56 milhões, para obras de reforma e construção de escolas em Cuiabá e no interior.  O esquema envolvia os empresários e delatores Alan Malouf e Giovani Guizardi, assim como os ex-servidores Fábio Frigeri e Wander Luiz dos Reis.

Taques nega qualquer participação no esquema e afirma que buscou, desde quando chegou a seu conhecimento, mobilizar o controle do Estado para investigar e punir as fraudes. Leitão diz que nunca solicitou recursos ilícitos ou pediu para que alguém o fizesse em seu nome.

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