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Delatores miram atual conselheiro Guilherme Maluf em depoimento: saiu com caixa de propina

Verbas e propinas pagas na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), apuradas com a Operação Rêmora, teriam sido utilizadas para pagar não apenas as dívidas de campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB) mas também de outro tucano: o ex-deputado estadual Guilherme Maluf.

A informação foi revelada pelo empresário Alan Malouf, primo do ex-parlamentar. Um dos colaboradores premiados do caso, ele foi ouvido na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, nesta segunda-feira (19).

Atualmente conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Guilherme Maluf já tinha sido “delatado” por seu primo e negou qualquer envolvimento no esquema – garantindo que irá provar sua inocência.

Ele também foi citado pelo empresário Giovani Guizardi. Apontado como o operador do esquema, Guizardi também foi delator do caso.

Durante interrogatório, Alan foi questionado pela juíza Ana Cristina Mendes sobre a participação do ex-parlamentar no esquema. Ela queria saber o que o levou a participar da partilha de propinas.

De acordo com o empresário, Guilherme Maluf ficava com 25% dos valores. A parcela era maior que a do próprio ex-secretário da Pasta, Permínio Pinto. Isso porque, segundo Alan, o ex-gestor dividia os valores (de 25%) com o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), de quem foi assessor.

A propina também tinha uma razão. Conforme Alan, o conselheiro tinha “direito” ao valor por ter “gente lá dentro”. Segundo os depoimentos, Guilherme Maluf tinha indicado um dos operadores do esquema. Trata-se de Wander Luiz dos Reis, que também responde pelo caso.

Além disso, ainda segundo Alan Malouf, Guilherme Maluf tinhas suas próprias dívidas para quitar. O esquema, que teria acontecido em 2015, serviu como fonte de recurso para pagar dívidas de campanha. No pleito anterior, em 2014, ele concorreu para deputado estadual – e ganhou.

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