POLÍTICA ▸ INVESTIGAÇÃO

CPI em Poconé intima governador e chefes do MPE e TCE para depor

Uma investigação sobre suposta quebra de decoro de dois vereadores em Poconé acabou sobrando para autoridades do Executivo e Judiciário estadual, além do TCE e do MPE. O presidente da Comissão de Investigação e Processantes (CIP), Márcio Fernandes Pereira, o Marcinho (MDB), só faltou convocar o presidente Bolsonaro.

Arrolados como testemunhas, o governador Mauro Mendes; o procurador-geral de Justiça do Estado, José Antonio Borges; o presidente do TCE, conselheiro Guilherme Maluf; o desembargador Rubens de Oliveira (mencionado erroneamente na citação como presidente do TJ); o conselheiro interino João Batista e o procurador de Contas, Getúlio Velasco, vão ser intimados para audiência de instrução, na Câmara poconeana, em 4 de junho, às 8 horas.

Apesar da citação, nenhum deles é obrigado a comparecer para prestar depoimento. Marcinho mandou convocar ainda os presidentes locais do PP e do PTB, respectivamente, Jean Silva e Clovis Martins, assim como Benedito Vieira e o dirigente do sindicato rural de Poconé, pecuarista Arlindo de Moraes.

A CIP pode resultar na cassação do mandato de Camila Silva (PP) e Ademir Zulli (PTB). Na sessão que ignorou recomendação do TCE e aprovou as contas de 2018 do prefeito Tatá Amaral, os dois parlamentares, que votaram não à aprovação, foram acusados de caluniar e difamar tanto o prefeito quanto os colegas da Câmara, chamando-os de corruptos. 

Comentários