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Corpos são destrocados e família faz enterro na cidade de Poconé

O Corpo de Erasmo Benedito da Silva, 46 anos, vítima fatal da covid-19, que desapareceu da Santa casa de Cuiabá e posteriormente constatado que o cadáver havia sido trocado com o de outro paciente morto pelo coronavírus e enterrado por engano por outra família, foi exumado durante a tarde dessa quarta-feira (30) e encaminhado pela funerária ao município de Poconé, onde o sepultamento estava preparado desde terça-feira (28), quando a unidade de saúde constatou o óbito.

Erasmo era natural de Poconé, mas morava no bairro Ouro Branco, em Várzea Grande, para onde se mudou para fazer tratamento de hemodiálise. Além da doença que afetava os rins, Erasmo ainda era diabético.

A exumação estava marcada para essa quarta-feira (29), mas até o início da tarde a família ainda não tinha informações concretas sobre o procedimento, como o horário em que o corpo seria removido e transportado de Cuiabá para a cidade vizinha.

No entanto, por volta das 15h, a família de Erasmo foi comunicada de que o cadáver já estava sendo encaminhado ao cemitério de Poconé.

“Nossa família está muito abalada, assim como a família que enterrou o parente errado. A cova esta lá aberta até agora em Poconé aguardando para enterrar o meu sogro. A mãe dele (Erasmo) é muito idosa e está sofrendo com a situação e nem vai poder chegar nem perto, além dos cinco filhos e quatro netos, todos aguardando para o sepultamento”, relatou a nora da vítima Jucielle.

Entenda o caso

Após ser constatada a morte de Erasmo na Santa Casa, no início da manhã de terça-feira (28), a família entrou em contato com uma funerária de Poconé, providenciando o sepultamento da vítima da covid. Foi definido que o corpo seria transportado para Poconé, terra natal. Porém, quando a funerária chegou ao hospital para pegar o cadáver, os profissionais exigiram um familiar para fazer o reconhecimento e liberação para o transporte.

Uma assistente social entrou em contato com a família e explicou o procedimento, até então de segurança. Um primo compareceu à Santa Casa para fazer o reconhecimento de Erasmo, porém, a vítima não foi localizada entre os 10 cadáveres que aguardavam remoção do hospital, constatando a ‘perda’ do corpo.

Após algumas verificações, já que no dia, até aquele momento, apenas um cadáver havia sido retirado, surgiu a desconfiança que os corpos pudessem ter sito trocados. O que foi confirmado na manhã de quarta-feira (29), já que o cadáver da família que pegou Erasmo ainda estava aguardando reconhecimento no necrotério. A Santa Casa teria entrado com pedido de exumação na Justiça e o procedimento realizado durante a tarde. Veja reportagem completa aqui.

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