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Consórcio VLT lamenta escolha do Estado pelo BRT e diz que quer retomar obras em Mato Grosso

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande emitiu uma nota lamentando a intenção do Estado de Mato Grosso em alterar o modal de transporte do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Ônibus Rápido sobre Trilhos (BRT). O Consórcio disse que está tomando as medidas legais para mostrar a improcedência das alegações do Estado sobre a rescisão unilateral do contrato, e também quer retomar as obras.

Na última quarta-feira (12) o Conselho Deliberativo Metropolitano do Vale do Rio Cuiabá (Codem) aprovou, por maioria, a troca do VLT pelo BRT. Na reunião o governador Mauro Mendes lembrou que a opção pelo BRT foi técnica e embasada por pesquisas que resultaram em vantagens para a troca.

Segundo o Governo, as vantagens do BRT são observadas nos gastos para a realização das obras. Enquanto o VLT demandaria R$ 763 milhões em recursos do Estado, o BRT alcançam a casa dos R$ 460 milhões. 

A Prefeitura de Cuiabá já se manifestou publicamente contra a troca do modal. De acordo com o Executivo Municipal, os argumentos que defendem o BRT são “afirmações infundadas, levianas e irresponsáveis”. 

O Consórcio VLT também emitiu uma manifestação, lamentando a troca. De acordo com as empresas, o projeto já está 70% executado e a troca trará mais ônus à população. Além disso, afirmou que continuará tomando as medidas legais cabíveis e irá defender a retomada das obras.

Leia a nota na íntegra:

POSICIONAMENTO CONSÓRCIO VLT:

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande lamenta a intenção do Estado no sentido de alterar o modal de transporte a ser implantado nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Não há dúvida que, em prevalecendo esta decisão, o erário e a população irão suportar ônus e encargos muito superiores aos previstos para conclusão do modal em execução. O Consórcio destaca que seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para demonstrar a improcedência das alegações do Estado no que diz respeito à rescisão unilateral do contrato, assim como irá reiterar perante a Administração, Poder Judiciário e demais órgãos de controle, a sua disponibilidade para conciliação, retomada e conclusão da implantação do VLT - projeto que está 70% executado, conforme atesta a Caixa Econômica Federal e cuja execução foi paralisada por questões alheias ao controle e vontade das empresas consorciadas.

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