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Cidade não pode parar, diz Juca do Guaraná após afastamento do prefeito pela Justiça de MT

O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), afirma que recebeu com “surpresa e tristeza” a operação do Ministério Público Estadual (MPE) e Polícia Civil que afastou o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de seu cargo sob acusações de ter cometido supostos  atos ilícitos na  Secretaria Municipal de Saúde envolvendo contratações de servidores por indicação política.  Na condição de chefe do Poder Legislativo,  o emedebista diz que pretende contribuir para que a “cidade não pare” nem seja afetada por eventual “clima de instabilidade política”.

Com o afastamento de Emanuel, o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV) assumiu a chefia do Executivo. No entanto, Juca ainda não foi notificado da nova situação.

“Não só o vereador Juca, mas acredito que  todos os vereadores, querem que Cuiabá retome a normalidade imediatamente.  A cidade precisa continuar   avançando com grandes obras e entregas para população. Stopa foi um grande secretário de Serviços Urbanos e é um grande secretário de Obras. Certamente, vai  corresponder ao cargo de prefeito enquanto Emanuel Pinheiro não retorna”, disse ao .

Embora vereadores da oposição já falem em CPI ou comissão processante com objetivo de cassar Emanuel, Juca acredita que não há ambiente para isso na Câmara. Para o presidente do Legislativo, o momento é de buscar informações sobre a Operação Capistrum antes de formar qualquer posicionamento precipitado.

“Primeiro tem que ver o que realmente aconteceu. Minha assessoria jurídica averiguando para saber do que realmente se trata até  para acompanhar mais de perto. Hoje, muitos ocuparam a tribuna, mas ninguém falava o que realmente aconteceu”, completou.

Já o líder do prefeito na Câmara, vereador  Mario Nadaf (PV), que também se disse surpreso com o afastamento de Emanuel,  lembrou que o princípio constitucional da  presunção da inocência deve ser preservado. Disse ainda que o  prefeito se disponibilizou a prestar esclarecimentos.

Mário Nadaf disse que respeita a decisão judicial e que confia no prefeito. Por isso, aguarda os esclarecimentos de Emanuel. 

“Em nota o próprio prefeito se colocou à disposição para todo e qualquer tipo de esclarecimento, para que venha  de fato a cristalina verdade dos acontecimentos [...] Este processo correu sob sigilo de Justiça, aqui [na Câmara] não foi aberto nenhum procedimento dessa natureza.  Nós queremos conhecer as circunstâncias que levaram a esta decisão do Poder Judiciário. Eu não tenho elementos para fazer julgamento [...] Respeitamos a decisão da Justiça, e como já disse o prefeito, ele vai levar às últimas consequências para esclarecer estes acontecimentos”, pontuou o líder.

Operação Capistrum

Além de Emanuel e da primeira-dama Márcia Pinheiro, também são alvos da Operação Capistrum  o  chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto -  preso temporariamente  nesta terça -,  a  secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro. Todos tiveram as contas bloqueadas em até R$ 16 milhões por determinação desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

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