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Carlos Fávaro descarta aprovação de PEC que cancela eleições do ano que vem

O chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília, Carlos Fávaro (PSD) praticamente descartou a possibilidade de aprovação, na Câmara dos Deputados, ainda neste ano, da PEC 376 que estabelece a unificação das eleições no Brasil, e não mais separadas por dois anos de intervalo.

Se a medida for aprovada até 04 de outubro deste ano, as eleições de 2020 seriam canceladas e os prefeitos ganhariam um mandato tampão por mais dois anos.

No entanto, apesar de ser favorável a medida, Fávaro observa que a PEC ainda tem um longo caminho a percorrer nas comissões da Câmara e que no momento os esforços do Governo Federal estão concentrados na aprovação definitiva da Reforma da Previdência, no Congresso.

"É um modelo a ser discutido sim, a unificação das eleições... Acho que não dá tempo para 2020, mas precisa ser debatido isso e é um papel do Parlamento brasileiro", disse Fávaro.
"É um modelo a ser discutido sim, a unificação das eleições... Acho que não dá tempo para 2020, mas precisa ser debatido isso e é um papel do Parlamento brasileiro", disse Fávaro.

Pontuou ainda que fazer eleições de dois em dois anos é muito oneroso para o país: "Além disso, não dá para paralisar a máquina a cada dois anos. Em um ano você tem eleição e no outro já não tem. Aí você não pode mais firmar convênio, inaugurar obra... Param as administrações, quer que seja na esfera municipal ou na estadual", destacou Fávaro.

A aprovação da PEC até outubro também fica comprometida com a saída do deputado Valternir Pereira (MDB) da relatoria do projeto. O novo relator, que ainda não foi escolhido, pode fazer pequenas alterações ou simplesmente mudar completamente o parecer anterior do projeto, que era favorável a unificação das eleições.

No início do mês passado, cerca de 600 vereadores de Mato Grosso e parte da bancada federal do Estado, lançaram um manifesto em Cuiabá favorável à aprovação da PEC.

Os deputados Neri Geller (PP), que é o líder da bancada; Valternir Pereira, Emanuelzinho (PDT), Leonardo Albuquerque (SD) e o senador Wellington Fagundes (PR) demonstram simpatia à medida.

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