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Candidatos a presidência dos EUA procuram pequenos influenciadores digitais para publicações

Na semana passada, a blogueira de alimentação e viagens Alycia Chrosniak recebeu um alerta incomum no celular: a equipe de campanha presidencial de Michael Bloomberg estava lhe oferecendo US$ 150 para criar conteúdos sobre a razão de ela apoiar o pré-candidato democrata bilionário na eleição dos Estados Unidos.

"É estranho publicar um anúncio divulgando uma pessoa, ao invés de um produto", disse Chrosniak, que reside em Connecticut e normalmente cria conteúdos patrocinados para franquias de restaurantes ou hotéis. Ela disse que Bloomberg não é sua "primeira escolha" e que não aceitou a oferta.

A tática de pagar microinfluenciadores — pessoas com poucos milhares de seguidores fiéis em redes sociais — para disseminar mensagens políticas ou criar conteúdos está ganhando ímpeto antes da disputa de 2020, mas alguns representantes do setor ainda se mostram desconfiados.

Várias agências que conectam influenciadores a marcas disseram à Reuters que foram abordadas por equipes eleitorais, embora não tenham identificado políticos ou organizações nominalmente.
Para as eleições de meio de mandato que aconteceram em 2018, o Comitê de Campanha Parlamentar Democrata pagou influenciadores para espalharem mensagens de incentivo ao voto, que não é obrigatório no país.

O comitê de ação política progressista NextGen America já recrutou centenas de microinfluenciadores do Instagram para incentivar eleitores jovens menos inclinados a ir às urnas a fazê-lo neste ano, e a Piedmont Rising, instituição de saúde sem fins lucrativos da Carolina do Norte, está pagando influenciadores locais para que compartilhem suas histórias antes da eleição do Senado.

O grupo estudantil conservador Turning Point USA também formou uma rede de mais de 100 "embaixadores" de redes sociais não remunerados que convidam para eventos e presenteiam com itens promocionais.

A postagem da campanha de Michael Bloomberg na plataforma de influenciadores Tribe, noticiada pela primeira vez pelo portal Daily Beast, buscava por conteúdo sobre moradores dos EUA que apoiam o ex-prefeito de Nova York. A equipe eleitoral de Bloomberg não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters.

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