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Cabo acusa Gaeco de fraudar relatórios de interceptações telefônica

Ao seguir ordem do promotor de Justiça Arnaldo Justino durante a Operação Arqueiro, o cabo Gerson Correa Junior retirou o nome da ex-primeira-dama de Mato Grosso, Roseli Barbosa, de relatórios de interceptações telefônicas do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Segundo Gerson, que foi membro do Gaeco, o objetivo era evitar que o processo fosse enviado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). “Era fato notório que os membros do Ministérios Público estavam evitando a declinação de competência para o Tribunal de Justiça”, afirmou em depoimento.

De forma tardia, somente na segunda fase da operação Arqueiro, que ganhou denominação de Ouro de Tolo, houve a citação de Roseli.
 
“Em alguns relatórios eu retirei o nome da Roseli para não demonstrar que ela figurava como alvo da interceptação”, afirmou Gerson Barbosa em depoimento na Sétima Vara Criminal de Cuiabá.
 
Processo nascido das Operações Arqueiro e Ouro de Tolo investigaram a ex-primeira-dama por desvios de aproximadamente R$ 8 milhões na Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso (Setas), até o ano de 2014.
 
A ação contra Roseli Barbosa ainda está em fase de instrução. Gerson foi ouvido como testemunha após figurar como réu em outro processo, na Justiça Militar, local em que confessou participação em uma organização especializada em interceptações ilegais.

Grampolândia
 
A ação penal na Justiça Militar proveniente da Grampolândia pantaneira que julgava o cabo Gerson já foi sentenciada. Apenas um dos cinco militares acusados de operacionalização de um esquema de grampos clandestinos em Mato Grosso foi condenado. O coronel Zaqueu Barbosa cumprirá pena de 8 anos.
 
Gerson Correia recebeu perdão judicial pela colaboração unilateral durante o processo.

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