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Bolsonarista de Sinop tem sua conta no Twitter tirada do ar por decisão do STF

O influenciador mato-grossense de extrema-direita Marcelo Stachin, apoiador ferrenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e um dos investigados por ter ligação com suposta associação criminosa no chamado "Gabinete do Ódio" que dissemina notícias falsas e promove ataque ofensivos a autoridades, teve a conta do Twitter bloqueada pela própria rede social, na última sexta (24).

A decisão para o bloqueio partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura a disseminação de informações falsas pela internet. Além de Marcelo, outras 15 contas do Twitter e 12 perfis do Facebook, de iguais 16 apoiadores de Bolsonaro, foram bloqueadas. Entre eles, estão o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, o blogueiro Allan dos Santos e a ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, que chegou a ser presa por ataques ao Supremo.

No Instagram, Marcelo aponta que a decisão de suspender a sua conta - e de outros 16 apoiadores de Bolsonaro - é uma "Ditadura do STF" e que "hoje somo nós, amanhã será você!".

No final de maio, Moraes já tinha determinado o bloqueio destes mesmos perfis. À época, o ministro autorizou a Polícia Federal deflagrar uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra os 16 investigado em Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e outros dois estados. Morador no Sinop (500 km de Cuiabá, Marcelo foi um dos alvos por se manifestar com frequência contra o STF - o único mato-grossense da lista.

Ainda conforme o despacho do ministro, Marcelo está na lista de investigados por ligação com o chamado “Gabinete do Ódio”, um escritório disseminador de notícias falsas e ataque a autoridades, principalmente do STF, que funcionaria no Palácio do Planalto - sede administrativa da Presidência da República -, e que contaria com o suposto envolvimento de dois dos 5 filhos do presidente - Carlos e Flávio Bolsonaro.

Apesar da determinação, os perfis seguiam ativos até a última semana. Isto fez com que o ministro reforçasse sua decisão judicial, na última quarta (22), impondo uma multa de R$ 20 mil ao Twitter e ao Facebook para cada dia de descumprimento. Em nota, as empresas das redes sociais afirmaram que cumpriram ordens legais do Poder Judiciário.

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