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Blairo Maggi se irrita com boatos e nega disputar

O ex-governador Blairo Maggi divulgou um vídeo nesta quinta-feira (19) negando que irá disputar um cargo ao Senado, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos-MT).

Nos bastidores, o nome de Blairo Maggi voltou a ser lembrado com o iminente julgamento de Selma Arruda no TSE – condenada a perda do mandato, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), por abuso de poder econômico e prática de Caixa 2. A parlamentar, entretanto, permanece no cargo até que o TSE decida seu destino político.

No vídeo, contudo, Blairo Maggi rechaça qualquer possibilidade de disputar a vaga no caso de novas eleições. O “burburinho” sobre um suposto interesse do ex-governador a um cargo no Senado também foi citado no blog Radar, do site da Revista Veja.  

“Pessoal eu usei bastante as redes sociais para falar sobre a minha viagem aos Estados Unidos. Hoje eu quero falar sobre outra coisa. Tem surgido na imprensa, Cuiabá e também em outros locais, hoje a Veja Online também acabou divulgando, de que eu estaria me preparando para uma eleição, ou uma suposta eleição suplementar que pode ter no Estado de Mato Grosso”, explica Blairo Maggi no início do vídeo.

“Quero dizer a vocês que não pretendo, não quero, não desejo e não disputarei nenhum cargo eletivo. Eu tenho afirmado isso ainda em final de 2017. Eu comuniquei todo o meu grupo político que estaria fora da política definitivamente”, garantiu o ex-governador.

Durante a gravação, Blairo Maggi se mostrou um tanto “impaciente” ao sugerir que não pretende ficar se “explicando”, além de alfinetar “pessoas que estariam fazendo seus projetos baseados em outros”. “Então aproveito para não deixar com que as coisas andem, que tenha que ficar explicando, que as pessoas ficam fazendo seus projetos baseados em outros. Eu quero deixar muito claro que não participarei deste pleito eleitoral. Um grande abraço e muito obrigado”.

CASSAÇÃO

Selma Arruda foi cassada por 7 votos a 0 em julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) no dia 10 de abril deste ano. Ela responde a uma representação que apontou um gasto irregular de R$ 1,2 milhão em sua campanha vitoriosa ao Senado em 2018. Os recursos não foram declarados e teriam sido utilizados em período proibido pela Justiça Eleitoral – o que configura a prática de “Caixa 2”, além de abuso de poder econômico. O órgão também já reprovou as contas da parlamentar.

A senadora disputou pela primeira vez uma eleição em 2018 após se aposentar como juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) em março do ano passado. Ela obteve 678.542 votos. Pelo menos 4 recursos contra a decisão tramitam no TSE. A Procuradora-Geral Eleitoral, Raquel Dodge, já se manifestou pela perda do cargo da juíza aposentada.

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