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Após invasão recorde de aviões militares chineses, Taiwan alerta para consequências catastróficas

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, alertou para as "consequências catastróficas" se a ilha independente for tomada pela China. A declaração foi dada após aviões militares chineses fazerem invasões recordes ao espaço aéreo do país nos últimos dias.

Taiwan é uma ilha com 23 milhões de habitantes que se separou da China e tem um governo independente e eleições democráticas. Mas o governo chinês considera que a ilha pertence ao seu território e ameaça conquistá-la — à força, se necessário.

Ing-wen escreveu um artigo publicado na revista "Foreign Affairs" nesta terça-feira (5) que Taiwan está empenhada em defender sua democracia e que "os países reconhecem cada vez mais a ameaça que o Partido Comunista Chinês representa".


A presidente de Taiwan também disse que, "se Taiwan cair, as consequências serão catastróficas para a paz regional e o sistema de alianças democráticas" e um sinal de que "o autoritarismo tem o controle sobre a democracia".

Invasões militares
O governo chinês já entrou com cerca de 150 aviões militares no espaço aéreo de Taiwan (ADIZ) nos primeiros quatro dias de outubro, segundo o Ministério da Defesa taiwanês, uma demonstração de força que é considerada como um ato de intimidação e agressão por vários países.

As incursões bateram recorde diário no sábado (2), com 39 aeronaves, e na segunda (4), com 56 aviões (o maior número já registrado), dos quais 36 eram caças e 12, bombardeiros H-6 com capacidade nuclear.

Os Estados Unidos pediram à China no domingo (3) que interrompesse as atividades militares "provocativas" e "desestabilizadoras" para a região — pedido que foi ignorado.
"Instamos Pequim a cessar a pressão militar, diplomática e econômica e a coerção sobre Taiwan", afirmou em um comunicado o Departamento de Estado americano (o equivalente ao Itamaraty no Brasil).

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