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AMM reforça recomendações de medidas restritivas para conter o avanço da pandemia nos municípios

Considerando o crescimento de casos de contaminação e mortes ocasionadas pela pandemia do coronavírus em Mato Grosso, atualmente com mais de mil casos confirmados e 32 óbitos, a Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM continua elaborando notas técnicas com orientações sobre as medidas a serem adotadas pelos gestores para conter o avanço do vírus. As estatísticas apontam a forte tendência de interiorização da pandemia. Dados da secretaria estadual de Saúde, apontam que a maioria dos casos estão  espalhados em quase 60 municípios de diferentes regiões do estado.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, alerta  que o rápido avanço do contágio do coronavírus coloca não só o estado, mas os municípios em uma situação crítica, pois não há capacidade de atendimento com UTIs e respiradores, se houver crescimento de casos graves da doença. Fraga lembra que a oferta de leitos hospitalares e aparelhos de ventilação mecânica não é suficiente para tantos pacientes ao mesmo tempo. “As recomendações da AMM continuam em razão do crescimento significativo de infectados nas últimas semanas, notadamente nos municípios onde não existe infraestrutura básica de saúde para atender os pacientes que poderão necessitar  de internação em unidades de saúde, Unidade de Terapia Intensiva e também profissionais capacitados para esse tipo de atendimento”, argumentou

Fraga reitera a necessidade de uma atenção especial a essa situação que hoje envolve todos os gestores públicos, que são responsáveis pelo bem estar da população. Por meio de decretos, continuam suspensos os eventos que possam gerar aglomerações. As escolas continuam fechadas, até que a comissão especial defina o retorno das atividades. “Nossa sugestão é para que os prefeitos aproveitem os profissionais da educação na execução de trabalhos e ações preventivas de combate à pandemia do coronavírus”,  sugeriu Fraga.

Os municípios têm autonomia e competência legislativa para adoção de medidas restritivas de circulação de pessoas e de atividades econômicas, conforme a decisão do STF, pois somente  os gestores conhecem bem a realidade dos municípios. “Recomendamos a instalação de barreiras sanitárias nas entradas e saídas dos   municípios, principalmente aqueles que fazem fronteira com outros  estados e a Bolívia, para evitar a entrada de pessoas contaminadas, além de marcar a presença de funcionários da prefeitura nas ruas, para distribui folhetos e orientar os  comerciantes que estiverem de portas abertas. É necessário orientar quanto aos cuidados que devem ter com as pessoas que estão dentro dos estabelecimentos, para que sigam as recomendações Saúde, façam a higienização das mãos, usem o álcool gel e as máscaras que são obrigatórias por lei”, concluiu o presidente da AMM.

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