Não faz sentido a Assembleia impedir reajuste dos servidores do TJ, diz Júlio
Fonte: Da Redação 13/11/2025 ás 20:49:56 632 visualizações

O deputado estadual, Júlio Campos (União Brasil), defende que Assembleia não impeça o desejo do Tribunal de Justiça (TJMT) de conceder um reajuste de 6,8% aos seus servidores, por entender que o custeio será com base no duodécimo que o Executivo repassa ao Judiciário. A proposta precisa passar ter aval da Assembleia e posteriormente, ser sancionada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil).

O texto retornaria à segunda votação nesta quarta-feira (12), contudo, um novo pedido de vista, desta vez do deputado Chico Guarnieri (PRD), adiou em mais uma semana a análise da proposta que segue 'emperrada'. O Governo tem ampla resistência à medida e tem buscado apoio da base, devido ao temor de uma "efeito cascata" estimado em R$ 1,6 bilhão para todas as categorias, contudo, referente ao TJ, com dotações própria, o montante é de R$ 42 milhões anual. 

Mesmo da base, Júlio expressou forte apoio ao reajuste, que também possui parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia. "Não tem sentido a Assembleia impedir o Tribunal de Justiça, que é um outro poder constituído, com orçamento próprio, com recurso próprio, de dar uma valorização dos seus servidores. Não vai influir nada no orçamento do Estado, isto é orçamento do TJ".

"A preocupação que o Governo de Estado tinha dessa decisão se espalhar para os outros órgãos, para o Executivo, para o Ministério Público, Tribunal de Contas e Legislativo, isso não tem sentido. Cada categoria tem os seus sindicatos e a sua luta. A bandeira do TJ é valorizar os servidores", ponderou ele, sinalizando ainda que a Assembleia também vai ampliar o auxílio-alimentação de seus servidores com recursos próprios.

O presidente do sindicato dos Servidores Públicos do Poder Judiciário (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, espera que a Assembleia não estique a corda e aprove a proposta, caso contrário, entende que a situação daria margem para os servidores se rebelarem, citando que todas às quartas-feiras, já estão ocorrendo paralisações.

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