Justiça tornou réus Nelson Luis Vieira do Carmo e Cristóvão Afonso da Silva, proprietários de duas fazendas localizadas em Poconé (104 km ao Sul), responsáveis por destruição de vegetação nativa do Cerrado em Área de Preservação Permanente, extração ilegal de minerais, desmatamento irregular, entre outros crimes ambientais. Estima-se que os danos ambientais identificados, levando-se em consideração os bens e serviços ambientais perdidos, girem em torno de R$ 27 milhões.
A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) nessa quarta-feira (14), por meio do promotor de Justiça criminal em Poconé, Adalberto Ferreira de Souza Júnior e do coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Desmatamento Ilegal, Incêndios Florestais e Queimadas (Gaediq), procurador de Justiça Gerson Barbosa. As denúncias já foram recebidas pela juíza Kátia Rodrigues Oliveira.
O trabalho é resultado da operação ocorrida no período de 9 a 11 de julho, quando foram realizadas diligências pela equipe técnica do projeto Água para o Futuro, em conjunto com policiais do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental.
De acordo com o procurador de Justiça Gerson Barbosa, a operação foi requerida pela Promotoria de Justiça com atribuições criminais de Poconé após mapeamento remoto com a identificação de degradações de nascentes.
Ao todo, foram vistoriados 16 pontos indicados como nascentes. Na ocasião, foram apreendidos uma escavadeira hidráulica, dois motores estacionários, duas bateias e 21 gramas de ouro. Foram expedidos ainda auto de inspeção, um termo de embargo, um termo de depósito e registrados dois boletins de ocorrência.
Nas duas denúncias apresentadas nesta quarta-feira à Justiça, os integrantes do MPMT relataram que a área destruída pelas propriedades soma 6,1 hectares. Os fazendeiros também são acusados de impedirem a regeneração natural da floresta e demais formas de vegetação nativa, mediante limpeza para uso alternativo do solo e atividade de extração de recursos naturais.
Foi constatado ainda que ambos utilizaram máquinas pesadas para realização de desvio e barramento em curso d´água, sem autorização da autoridade competente.
"Os recursos hídricos são imprescindíveis para a vida humana e para o desenvolvimento dos biomas, principalmente o Pantanal. A fauna e a flora já sofrem constantemente com a estiagem que vem castigando nossa região. Interferir de forma ilegal em curso d’água é crime e o Ministério Público está atento ao que vem acontecendo na região”, destacou o promotor de Justiça Adalberto Ferreira de Souza Júnior.
Foram denunciados Nelson Luis Vieira do Carmo, proprietário da Fazenda Santo Antonio II, e Cristóvão Afonso da Silva, proprietário da Fazenda 4 Irmãos.
Quando vcs foram uma matéria sobre o fogo que saiu do controle da queima prescrita fora de época no sesc pantanal e agora está ameacando todo o pantanal.


