Juiz condena 4 e diz que CV aplica leis próprias melhor que o Estado
Fonte: Da Redação 21/05/2024 ás 18:58:11 1412 visualizações

Juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra condenou 4 integrantes do Comando Vermelho pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas em Juína (735 km a Noroeste). Ele disse que a facção opera como um verdadeiro “Estado Paralelo” e aplica “leis próprias” melhor que o governo. As penas de Josenilton (vulgo “Lobo”), Wellington (vulgo “Maranhão”), Camila (vulgo “Cassandra”) e Laylla (vulgo “Luluzinha) somam 45 anos de prisão.

A decisão foi publicada no Diário de Justiça desta terça-feira (21). Ao definir as penas o magistrado citou que o Comando Vermelho causa inúmeros problemas à sociedade, atuando dentro e fora dos presídios, no comércio ilegal de entorpecentes e com atos de extrema violência, como tortura, homicídio e lesão corporal. 

Josenilton Cardoso de Sá, Wellington Francisco dos Santos, Camila Alves Pinto e Laylla Pollyanny Silva Oliveira foram condenados, cada um deles, à pena de 11 anos, 3 meses e 5 dias de prisão, em regime fechado, e pagamento de 601 dias-multa.

Ao negar aos réus o direito de recorrer em liberdade o juiz considerou que a ordem pública foi abalada com as ações dos criminosos no município de Juína e que a facção aplica leis próprias com mais eficiência que o Estado.

“A Facção Criminosa demonstra estar em plena atuação [...]. Com efeito, as organizações criminosas têm se revelado verdadeira ameaça à ordem pública e à soberania nacional, pois com frequência seus membros, como já mencionado, tentam impor a presença de um ‘Estado Paralelo’ com leis próprias, que são aplicadas e executadas com eficiência, que muitas vezes chega a ser superior à do Estado de Direito”.

O magistrado também determinou a incineração das drogas apreendidas, o perdimento dos aparelhos celulares, balanças de precisão e outros objetos utilizados no crime, e também que os valores apreendidos com os réus sejam transferidos para uma conta do Estado de Mato Grosso. Destacou também que um dos suspeitos, identificados como Ezequiel Gomes de Oliveira, está foragido.

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