BEM VINDO / POCONÉ - MT, 06 DE DEZEMBRO DE 2023
Poconet
Taques chama deputados de promotores de festa em meio ao escândalo no caso Oi
OPERAÇÃO PF

O ex-governador Pedro Taques (PSB) criticou, nesta quinta-feira (06.08), duramente a atuação dos deputados estaduais diante das suspeitas envolvendo o acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A.

Questionado se os parlamentares poderiam ser considerados coniventes, ele rejeitou essa classificação, mas afirmou que a maioria estaria mais preocupada com festas financiadas por emendas do que com a fiscalização do dinheiro público.

“Eu não acho que eles sejam coniventes. Acho que são promotores de festa”, afirmou Taques. O ex-governador acusou os deputados de negligenciarem uma das principais atribuições constitucionais da Assembleia Legislativa: fiscalizar os atos do Executivo.

Ele também associou a destinação de emendas parlamentares para eventos ao risco de corrupção, mas não apresentou provas específicas nem identificou parlamentares eventualmente envolvidos em irregularidades.

“A esmagadora maioria só pensa em fazer festa com emendas parlamentares, onde está o bichinho da corrupção, e não cumpre sua função constitucional”, declarou.

Taques afirmou que não é contrário à realização de eventos, mas sustentou que o financiamento de festas não pode se sobrepor à fiscalização dos recursos públicos.

“Nada contra festa. Todos nós gostamos de festa, mas não com dinheiro público e em substituição a essa função. Eles têm que tomar vergonha na cara e exercer sua função”, criticou.

As declarações foram feitas no contexto das discussões sobre o acordo de R$ 308,1 milhões celebrado pelo Estado com a Oi.

O caso ganhou novo desdobramento nesta quinta-feira (06), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Heritage. A investigação apura indícios de que o acordo, originado em uma disputa tributária entre o Estado e a empresa de telefonia, teria sido utilizado para viabilizar o desvio de recursos públicos.

Segundo a Polícia Federal, o suposto esquema utilizava fundos de investimento em cascata e empresas interpostas para ocultar a movimentação e o destino final do dinheiro. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A Justiça também determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 316 milhões.

Fonte: Da Redação
Notícia Postada em 06/08/2026 as 20:28