BEM VINDO / POCONÉ
- MT,
06 DE DEZEMBRO DE 2023 |
| Trump cumpre ameaça e impõe tarifa de 25% a produtos brasileiros |
| TAXAÇÃO |
Os Estados Unidos confirmaram nessa quarta-feira (15/7) a aplicação do tarifaço de 25% a produtos brasileiros. A decisão conclui investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos. A nova tarifa passa a valer na próxima semana, no dia 22 de julho. A medida, no entanto, apresenta uma extensa lista de exceções. Produtos como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja, por exemplo, ficarão de fora do novo tarifaço. “Esta ação é resultado de uma investigação de um ano que constatou que várias práticas do Brasil são desarrazoadas e discriminatórias, restringindo a posição competitiva de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”, alegou o órgão comercial dos EUA Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu ao governo Lula a imposição da nova tarifa: “Que não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”, escreveu Brasil promete reciprocidade Em nota divulgada após o anúncio norte-americano, o governo brasileiro repudiou a imposição da nova tarifa, prometeu reciprocidade, retrucou a versão de Marco Rubio e classificou a medida dos EUA como um “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”. “Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, expôs o Planalto. O governo alega que nunca deixou a mesa de negociação para defender os interesses do país e que apresentou evidências para refutar “cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas pelo Brasil”. “Demonstramos que são descabidas as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. (…) O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, diz a nota. |
| Fonte: Da Redação |
| Notícia Postada em 16/07/2026 as 02:03 |