BEM VINDO / POCONÉ
- MT,
06 DE DEZEMBRO DE 2023 |
| Brasil fecha 2025 com a menor taxa de desemprego em 14 anos |
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A taxa média anual de desocupação do Brasil ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto percentual. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa foi de 5,1%. Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sobre o cenário de desemprego em patamares baixos, mesmo com juros elevados, Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela PNAD, explica que o movimento reflete os efeitos distintos da política monetária sobre a economia. “O efeito da taxa de juros não é uniforme. As atividades que mais ampliaram o emprego e o consumo não foram as mais dependentes de crédito”, afirma Beringuy. Em outras palavras: a redução do desemprego no país se concentrou em setores menos sensíveis à alta da taxa de juros. A taxa de desemprego mostra que o mercado de trabalho segue forte e resistente, mesmo em um cenário de juros elevados no país. Isso chama atenção porque a Selic está no maior patamar em cerca de 20 anos, a 15% ao ano. Em geral, juros altos encarecem o crédito, reduzem investimentos e levam as empresas a contratar menos, o que costuma esfriar a economia. O fato de o emprego continuar aquecido, apesar desse aperto monetário, indica que a atividade econômica ainda mantém um ritmo elevado. Esse quadro ajuda a explicar por que as pressões sobre a inflação seguem no radar e reforça a postura de cautela do Banco Central na definição dos juros. De acordo com a analista, não houve uma forte expansão do consumo de bens duráveis, como imóveis ou itens de maior valor, tradicionalmente mais afetados pelo custo do crédito. “O que impulsionou a economia foi o crescimento da renda do trabalhador, e não o acesso ao crédito”, explica. Esse avanço da renda, segundo Beringuy, ocorreu por diferentes canais. Um deles foi a expansão do emprego em atividades de serviços com maior nível de escolaridade e remuneração, como informação, comunicação, atividades financeiras, administrativas e o setor público. Outro fator relevante, segundo Beringuy, foi o aumento do salário mínimo, que beneficiou trabalhadores de menor renda e com vínculos mais frágeis no mercado de trabalho. Segundo a analista do IBGE, o cenário atual é resultado da combinação de vários fatores, que acabam “amortecendo o impacto dos juros elevados” sobre o emprego. Com mais renda disponível, o consumo se concentrou principalmente em bens não duráveis e serviços, como alimentação, vestuário e serviços pessoais. Além disso, a analista destaca a melhora na qualidade da ocupação, com redução da subutilização da força de trabalho. |
| Fonte: Da Redação |
| Notícia Postada em 30/01/2026 as 16:24 |