BEM VINDO / POCONÉ - MT, 06 DE DEZEMBRO DE 2023
Poconet
Justiça mantém suspensa comissão que pode cassar Emanuel
DECISÃO

Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu negar pedido de efeito suspensivo feito pela Câmara Municipal de Cuiabá contra decisão que suspendeu a Comissão Processante que poderia cassar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Determinação foi publicada nesta terça-feira (16). O Desembargador Rodrigo Roberto Curvo, em sua decisão, destacou que a comissão processante apresentava irregularidades significativas que poderiam comprometer o direito de defesa do prefeito.

"Em análise dos documentos juntados nos autos do mandamus, sem a pretensão de esgotar o mérito e toda a matéria recursal, denota-se que restou, ao menos em tese, prejudicado o exercício da ampla defesa pelo agravado", afirmou o desembargador. Ele ressaltou que a peça acusatória deve descrever claramente as condutas imputadas, o que não foi observado no caso em questão.

O tribunal concluiu que não havia fundamentos para conceder o efeito suspensivo solicitado, mantendo a suspensão da comissão processante até a decisão final do mandado de segurança.

O recurso da Câmara e do presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), buscava reverter a decisão da 2ª Vara Especializada de Fazenda Pública de Cuiabá, que havia deferido liminar em favor de Pinheiro, determinando a suspensão da Comissão Processante.

"A abertura de uma Comissão Processante é medida excepcional e justifica-se pela presença de elementos imputáveis ao Prefeito Municipal pela investigação realizada. Deve pautar-se pela legalidade absoluta, dentro dos limites da legalidade, observando-se a necessária imparcialidade na sua formação. Não se esconde seu caráter político, mas sempre regrado e com base na legislação e fatos de indiscutível gravidade", ressaltou no recurso.

Emanuel Pinheiro entrou com um mandado de segurança contra a comissão, alegando que a denúncia não cumpriu integralmente as exigências legais, especialmente no que tange ao direito ao contraditório e à ampla defesa. A comissão havia sido instaurada para investigar possíveis infrações político-administrativas imputadas ao prefeito, baseadas em uma decisão liminar proferida pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva e suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Luiz Ferreira chegou a afastar Emanuel Pinheiro do cargo em março de 2024, atendendo a pedido do Ministério Público. A medida foi determinadada em um contexto em que o prefeito enfrentava acusações de corrupção e má gestão na Saúde municipal. Com a decisão favorável do STJ, Emanuel retornou ao Alencastro.

Fonte: Da Redação
Notícia Postada em 16/07/2024 as 18:05