BEM VINDO / POCONÉ - MT, 06 DE DEZEMBRO DE 2023
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Hacker falsificou soltura de Sandro Louco a mando de deputada
LÍDER DO CV

Atualizada às 16h45 - Foi inserida a posição do juiz Leonardo Pitaluga sobre o uso de suas credenciais pelo hacker.

A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou na segunda-feira (22) uma denúncia contra o hacker Walter Delgatti Neto e a deputada federal Carla Zambelli (PL) pela invasão ao sistema eletrônico do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Na denúncia, a  PGR afirma que Delgatti teria incluído alvarás de soltura falsificados no sistema, dentre eles o de Sandro Silva Rabelo, vulgo “Sandro Louco”, líder da facção criminosa Comando Vermelho.

A dupla é acusada pelos crimes de invasão de dispositivos informáticos e falsificação ideológica. Segundo a PGR, a invasão no sistema teria acontecido no dia 5 de janeiro de 2023. Na data, Delgatti, sob o comando de Zambelli, teria incluído um alvará de soltura falso utilizando as credenciais do juiz juiz 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Leonardo de Campos Costa e Silva Pitaluga.

Conforme consta nos autos, na tarde do dia 10 de janeiro de 2023, após um alerta da assessoria da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o Departamento de Aprimoramento de Primeira Instância realizou uma varredura no sistema do BNMP e detectou que havia uma minuta de alvará vinculada à 2ª Vara Criminal, em nome de Sandro Louco.

Ao Mídiajur, a assessoria de Pitaluga informou que o magistrado foi vítima de um ataque hacker e assim que soube fez um boletim de ocorrência e informou o ocorrido.

A PGR destacou ainda que o documento falsificado foi inserido em “modo público”, ou seja, qualquer usuário poderia ter acesso aos dados como o número do processo, o órgão judiciário e a peça alcançada pelo alvará.

Fonte: Da Redação
Notícia Postada em 23/04/2024 as 18:54