ECONOMIA

ALTA

12/01/2017 às 01:15:52 Enviar Imprimir
Remédios e planos de saúde estão entre preços que mais pressionaram inflação
Os preços de medicamentos e planos de saúde subiram acima da inflação em 2016 e estão entre os índices que tiveram maior impacto no Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), que encerrou o ano passado em 6,29%, segundo divulgou nesta quarta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os preços relativos a saúde e cuidados pessoais registraram a maior alta entre todos os grupos de despesas analisados para o cálculo desse indicador. De 9,23% em 2015, a variação passou para 11,04% em 2016, superando a inflação da educação (8,86%) e de alimentos e bebidas (8,62%).
Preços relativos a saúde e cuidados pessoais lideraram as altas entre todos os grupos pesquisados pelo IBGE (Foto: Divulgação)

A inflação da saúde e cuidados pessoais foi puxada principalmente pelo reajuste dos planos de saúde, que chegou a 13,55% - a maior taxa desde 1997 - e pelos remédios, que ficaram 12,5% mais caros, a taxa mais elevada desde 2000.

Os números acompanham uma tendência de alta que vinha também em 2015, quando os dois itens também estiveram entre os que mais pressionaram a inflação. No período, os remédios também registraram alta, no caso de 6,89%, e os planos de saúde tiveram aumento de 12,15%.

"Os medicamentos também tiveram aumento maior do que o concedido pela câmara e maior do que no ano anterior. Esse ano, além do reajuste ter sido maior, o ICMS sobre o preço dos remédios em vários estados também provocou um reajuste maior que o esperado", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.


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