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31/10/2017 às 06:31:28 Enviar Imprimir
Presidente da Catalunha é considerada a principal negociadora de Mariano Rajoy
Nomeada no último sábado para assumir a maior parte das funções da presidência e vice-presidência da Catalunha até as eleições de 21 de dezembro, a vice-presidente Soraya Sáenz de Santamaría é considerada uma das principais negociadoras de crises pelo chefe do governo da Espanha, Mariano Rajoy.

Foi pelas mãos de Rajoy que ela entrou na política e é por muitos vista como sua provável substituta. Já chamada pela imprensa de “Merkel da Espanha” ou “dama de ferro”, foi considerada em 2015 uma das cinco mulheres mais poderosas da Europa pelo “USA Today”.

Nascida em 10 de junho de 1971, em Valladolid, é advogada do Estado e se tornou assessora jurídica da equipe de Rajoy em 2000. Quatro anos depois foi eleita deputada, e desde 2011 acumula os cargos de vice-presidente, ministra da Presidência e para as Administrações Territoriais. Naquele ano, assumiu a vice-presidência apenas 11 dias após o nascimento de seu único filho.

Em 2015, Rajoy enviou Santamaría aos debates com seus principais opositores e a ela é atribuída grande parte de seu sucesso nas eleições de 2016, assim como na resolução da crise que emperrou a formação de um novo governo no ano passado.

Sem ter sido incluída em nenhuma das denúncias de corrupção que mancharam nos últimos meses o nome de seu partido, o PP, Santamaría foi criticada, no entanto, justamente por suas ações relacionadas à Catalunha.

Como ministra das Administrações Territoriais, ela é responsável pelo relacionamento entre o governo central e as 17 regiões do país e críticos a acusam de ter deixado a questão separatista avançar demais. Além disso, ela também foi responsabilizada por excessos na repressão a eleitores no dia da votação do plebiscito.

Ainda assim, é considerada uma hábil negociadora mesmo por seus adversários e conta com a total confiança de Rajoy . Entre os temas difíceis com os quais já foi encarregada de lidar estão a epidemia de Ebola que atingiu a Espanha em 2014 e o acidente da Germanwings, em 2015, quando um piloto derrubou propositalmente um avião que decolou de Barcelona.


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