POLÍTICA

NEPOTISMO

17/04/2017 às 11:27:51 Enviar Imprimir
Prefeito e primeira-dama negam nepotismo em Poconé; Listagem percorre Redes Sociais

Uma lista de supostas contratações realizadas pela Prefeitura de Poconé (104km de Cuiabá) circulou nas redes sociais, desde quarta-feira (13), associando os nomes e sobrenomes com o da primeira-dama do município, Joelma Gomes da Silva, sugerindo a prática criminosa de nepotismo no Executivo municipal.

Ao Circuito Mato Grosso, o prefeito de Poconé Tatá Amaral (PR) e a sua mulher Joelma negaram as acusações afirmando que a lista se trataria de um “equívoco”. “Eles pegaram nomes que constam na prefeitura e elencaram como meus parentes e fizeram essa associação por conta do meu sobrenome. Lá [na lista] tem gente que não tem nada a ver comigo e tem o sobrenome Gomes”, desmentiu a lista.

Entretanto, a primeira dama admitiu reconhecer o nome da irmã, Joalene Gomes da Silva, incluso na lista, mas afirmou que o trabalho seria realizado voluntariamente em um projeto que Joelma faz nos bairros de Poconé.

“Minha irmã presta ajuda pra gente na ação ‘Abrace seu Bairro’, mas não recebe nada da prefeitura. Não tem como eles falarem que tem vínculo, não existe contrato. Pra mim essa lista está equivocada”, declarou Joelma.

Tatá Amaral também contestou a lista. “Dá pra perceber que tem nomes muito repetitivos na lista. A própria primeira dama aparece umas cinco, seis vezes e outros nomes também se repetem. Nomes como Silva e Gomes se encontram de todas as formas, tem que ver se tem a ligação de parentesco. Poconé é um município pequeno de famílias tradicionais e quase todos são próximos, acabam tendo um o sobrenome do outro”, explicou.

Denúncias e investigações

Esta não é a primeira vez que o prefeito Tatá Amaral lida com acusações de nepotismo desde que assumiu a gestão de Poconé. Em fevereiro deste ano, o vereador Walney de Souza (PV) propôs um requerimento para investigar uma suposta prática de nepotismo para que investigasse os contratos do Executivo municipal, mas o requerimento foi vetado por nove votos a dois dos vereadores da Câmara.

No entanto, em janeiro de 2016, o Ministério Público do Estado (MPE) já havia aberto um inquérito para apurar as tais irregularidades.

O prefeito disse à reportagem do Circuito Mato Grosso que todas as informações e documentos solicitados pelo MPE foram entregues ao órgão. “Nós já prestamos esclarecimentos dos nomes que estariam relacionados supostamente ao nepotismo”, afirmou Tatá.

Segundo o gestor, as investigações se deram por conta dos cargos de confiança. “No inquérito do MPE foram citados nomes que não tem vínculo de parentesco. O problema é que estão tentando falar dos casos de primeiro escalão, que é o da Joelma e do meu sobrinho que trabalham comigo”, declarou.

Na Prefeitura de Poconé, Joelma trabalha como secretária de Assistencia Social e o sobrinho de Tatá, Amaral Júnior ocupa o cargo de chefe de gabinete.

Para o vereador Walney de Souza (PV), a apuração deveria acontecer também através da Câmara, uma vez que tem o papel de fiscalizar o Executivo municipal. “A investigação do MPE não impediria da Câmara pedir esclarecimentos. A ação do MPE sozinha envergonha o Poder Legislativo que se omitiu em fiscalizar e nós só podemos fiscalizar de fato se todos os parlamentares estiverem juntos por uma causa, neste caso, investigar o nepotismo”, pontuou Walney.

Veja a lista que circulou em uma página no Facebook:




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