POLÍCIA

OPERAÇÃO DESCARRILHO

09/08/2017 às 09:37:17 Enviar Imprimir
PF cumpre 18 mandados para investigar propina nas obras do VLT de Cuiabá

A Polícia Federal cumpre neste momento mandados de busca e apreensão e condução coercitiva deferidos judicialmente em investigação conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, que apura os crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e sua execução na Capital de Mato Grosso. A obra consumiu R$ 1,07 bilhão e segue paralisada. 

Nas invesitigações da "Operação Descarrilho", foram colhidos elementos de prova pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal que apontam fundados indícios de acertos de propina com representantes de sociedades empresárias integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de sociedades empresárias subcontratadas pelo Consórcio. Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Petrópolis, São Paulo, Curitiba e ainda um mandado e condução coercitiva na cidade de Cuiabá.

O empresário Ricardo Bourbon Novis Neves foi um dos alvos de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira na “Operação Descarrilho”, da Polícia Federal. Policiais estiveram em seu apartamento no bairro Goiabeiras e no escritório de sua empresa, num edifício comercial na avenida Getúlio Vargas.

A “Operação Descarrilho” investiga crimes de  fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais durante processo de escolha e execução do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá e Várzea Grande. Nas investigações já realizadas, foram colhidos indícios de pagamentos de propina envolvendo empresas, agentes públicos e o consórcio executor da obra. 

São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Há ainda um mandado de condução coercitiva em Cuiabá, que, segundo informações, seria contra o ex-secretário da Copa do Mundo, Maurício Guimarães.

Segundo as informações, os agentes não recolheram nenhum documento durante cumprimento dos mandados contra Ricardo Novis. Foram feitas cópias dos arquivos dos computadores do empresário.

O advogado do empresário, Ricardo Monteiro, informou que ele está “tranquilo e a disposição” da Polícia Federal. “Ele não tem nenhum relação com o consórcio VLT”, disse.

RELAÇÃO VLT

Ricardo Novis participou das discussões e foi um dos defensores da implantação do VLT de Cuiabá. Ele, porém, defendia que o modal fosse implantado por meio de PPP com uma estatal portuguesa. No entanto, o Governo do Estado optou por fazer uma licitação que culminou com a escolha do consórcio VLT Cuiabá.

Novis ainda é próximo do ex-assessor do ex-vice-governador Chico Daltro, Rowles Magalhães, considerado um lobista do modal. Em 20112, Rowles denunciou ao portal UOL  que a escolha do consórcio ocorreu mediante pagamento de propina de R$ 80 milhões.




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