POLÍCIA

ALTA PERICULOSIDADE

11/01/2017 às 10:50:50 Enviar Imprimir
Oito presos de alta periculosidade são transferidos do Presídio Pascoal Ramos

Oito presos de alta periculosidade foram transferidos da Penitenciária Central do Estado (PCE), após indícios de que rebeliões poderiam ocorrer em unidades prisionais locais, a mando dos líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso (CV-MT). As movimentações ocorreram no início deste mês a pedido da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). 

O Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) informou que apesar de não haver previsões de novas transferências, a possibilidade não está descartada, uma vez que as investigações sobre possíveis ataques continuam.

Assim como a identificação dos detentos transferidos, as penitenciárias para onde eles foram levados não tiveram os nomes divulgados. De acordo com a Sejudh, o sigilo é mantido para evitar possíveis resgates durante o percurso de movimentação e também a organização de ataques nos presídios. O chefe do GCCO, Flávio Stringueta informou que os reeducandos estavam instalados na PCE. 

“Como surgiu essa situação de tensão, houve a sugestão dessas transferências para garantir a segurança nas unidades prisionais. Por enquanto, essas são as únicas mudanças determinadas, porém, como o clima ainda está nebuloso a cerca das rebeliões em todo o país, nos mantemos em alerta caso haja a necessidade de novas movimentações”.

O principal líder do CV-MT, Sandro da Silva Rabelo, o Sandro Louco, já estava fora do Estado desde o ano passado, em presídio federal, assim como outros importantes integrantes da facção criminosa, como Renato Sigarini, Renildo Silva Rios e Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus. Destes, no entanto, pelo menos Rios já teria retornado a Mato Grosso e assumido o comando da organização criminosa e pode estar entre os oito presos transferidos neste início do ano.

Outros nomes que se destacam no CV-MT, pois participaram dos ataques em junho do ano passado em Cuiabá, Várzea Grande e interior, também podem estar entre os transferidos. Isso porque, mesmo o governo tendo afirmado que já tinham sido transferidos de Mato Grosso, até dezembro do ano passado pelo menos seis estavam na capital. Reginaldo Aparecido Moreira, que seria um dos mandantes dos ataques, estava na PCE pelo menos até dia 19 de dezembro. 



COMENTÁRIOS