POLÍTICA

ELEIÇÃO

08/01/2018 às 10:06:46 Enviar Imprimir
Imprensa nacional diz que acusações graves complicam recandidatura de Taques
O governador Pedro Taques (PSDB) entra no último ano de mandato com seu futuro político incerto, após denúncias sobre seu governo. Uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo neste sábado (6) relembrou os escândalos envolvendo a gestão do tucano – e que ganhou destaque nesses últimos anos.

Segundo a publicação, a tentativa de reeleição de Taques vai depender da colaboração de poucos aliados que o tucano ainda tem. Em 2014, ele teve como padrinho político o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), que deve ser peça fundamental nas eleições deste ano.

Caso não obtenha esse apoio, Taques poderá disputar novamente uma cadeira no Senado, ou tentar uma cadeira de deputado federal. O que não pode é ficar sem mandato e correr o risco de ir preso após sua curta e desastrosa carreira.

Em 2015, Taques ganhou projeção nacional ao ser o primeiro governador a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Em seguida, deixou o PDT e se filiou ao PSDB tendo o então presidente do partido, Aécio Neves, como um dos principais apoiadores.

CAIXA DOIS

Após o primeiro ano Taques já foi apontado como patrocinador de uma fraude nos cofres públicos que levou o secretário de educação para a cadeia. O dinheiro roubado na secretaria era para pagar dívidas de campanha de Taques, segundo diz o delator Alan Malouff, que foi tesoureiro de Taques e responsável por montar o esquema de propina no seu governo. Taques também se tornou alvo da delação do ex-governador pelo PMDB Silval Barbosa.

Hoje em prisão domiciliar, Barbosa disse em depoimento que houve caixa dois em 2014 na eleição do atual governador e que liberou R$ 10 milhões para a campanha do hoje tucano. Taques falou na época que o delator foi seu adversário político e que hoje tenta "fazer vingança pessoal".

Recentemente Taques se tornou investigado pelo Superior Tribunal de Justiça por conta do chamado "escândalo dos grampos", que envolvia uma central de interceptações telefônicas clandestinas contra adversários políticos, advogados, jornalistas e magistrados.

Ele nega ter cometido qualquer irregularidade e defendeu a investigação para que o assunto seja esclarecido.

Na administração pública, o governador do PSDB também vem enfrentando percalços com os servidores, desonrando todos os acordos de pagamento e garantias do funcionalismo.

A falta de competência administrativa fez com que os salários fossem escalonados por alguns meses, após 20 anos de pagamento em dia.


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