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23/11/2017 às 09:33:15 Enviar Imprimir
Grêmio se transforma com banco, arranca vantagem e chancela apostas de Renato
A final da Libertadores teve um toque interessante na noite desta quarta-feira. Grêmio e Lanús carregam um estilo semelhante, de valorizar a posse de bola e jogar pelo chão. Um foi fiel até o fim dos 90 minutos. Mas saiu derrotado. No intervalo, o Tricolor resolveu se moldar à partida, ajustou sua maneira de atuar e arrancou a vantagem no 1 a 0, gol do banco de reservas, com passe de Jael e gol de Cícero em lance pelo alto, em uma dose cavalar de estrela de Renato Gaúcho.

O Lanús já havia repetido a postura contra o River Plate, no primeiro jogo da semifinal. Ficou mais recuado, deu espaço ao time maior e se defendeu. Contra o Grêmio, isso ocorreu só no segundo tempo. Não foi o suficiente, mas a vantagem é a mesma obtida pelo time de Marcelo Gallardo na semi. Nada que traga maus presságios, entretanto – no jogo da volta, o Lanús virou mesmo após ver o River abrir 2 a 0 no estádio La Fortaleza.

O primeiro tempo gremista não foi bom. O Lanús só surpreendeu quem não havia se atentado à sua identidade. O time de Jorge Almirón foi exatamente o que vinha sendo nos últimos jogos. Dominou o Tricolor e levou perigo pelo lado de Cortez. Alejandro Silva teve vantagem por ali e acionou Martínez, aos 33 minutos, mas Marcelo Grohe apareceu pela primeira vez. Depois, o goleiro ainda faria defesaça em cabeçada de Braghieri, outra para marcar a campanha da Libertadores. Os gremistas tiveram paciência para girar a bola, mas foram burocráticos. Passes para o lado, lentos, sem romper a defesa rival.

- É decisão, jogo difícil, de paciênca, de tentar fazer o melhor. Fizemos um grande segundo tempo, fomos merecedores, eles não deram um chute no nosso gol. Nos confrontos diretos, demos tudo. Agora é tentar descansar o máximo para o jogo da volta - comentou o lateral Edílson.


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