ECONOMIA

CRISE

02/01/2017 às 10:31:04 Enviar Imprimir
Crise Politica no Brasil deve quebrar milhares de municípios este ano

Os "astros" - governo federal, estadual e municipais - estão desalinhados e a crise política, econômica e institucional, que se abateu sobre o país em 2013 e se estende até os dias de hoje, vai ser sentida este ano, mais fortemente, nos municípios.

Isso quer dizer que a "onda da crise" que quebrou os Estados em 2016 deve fazer estragos agora nos municípios, principalmente os menos auto-suficientes.

Esta é a opinião de dois analistas políticos com quem o GD conversou na manhã desta segunda-feira (2), primeiro dia útil do ano.

"O país está desalinhado. O presidente Michel Temer, do PMDB, vai cumprir um mandato que inicia com uma ruptura com um grupo que o elegeu e terá que construir uma ponta dificílima de transição, após o principal fato político que marcou a história do país, neste momento em que tem reconhecimento no cenário mundial", destaca o jornalista Onofre Ribeiro.

Para ele o impeachmente da petista Dilma Rousseff foi o fato mais marcante da história do Brasil. 
Ele vê um país instável, estados quebrados e municípios super dependentes de verbas federais como o FEX e o FPE - repasses que devem ser imprevisíveis este ano.

Diz que o governador Pedro Taques (PSDB) há dois anos foi eleito com a intenção de fazer um tipo de governo de transformação, mas diante da máquina desorganizada e contaminada por corrupção, "precisou primeiro arrumar a casa".

Nesta segunda fase de governo, "terá que inventar um outro governo".

Já o peemedebista Emanuel Pinheiro, que acaba de tomar posse como prefeito de Cuiabá, na visão de Onofre Ribeiro, terá que administrar com pulso firme, demitir comissionados, aumentar impostos "e cortar coisas do arco da velha se quiser pagar salários em dia".

Ele vê risco de atraso salarial e, no final de 2017, possível comprometimento do 13º salário.
Neste contexto complicado, as três esferas, para Onofre Ribeiro, só devem dialogar na dor.

A dor política que o brasileiro está sentindo e ainda vai sentir em 2017, para o professor de Política na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), João Edisom, talvez deixe uma lição.

"A lição de que não queremos mais ser corruptos, porque o brasileiro é corrupto, por isso as instituições são", critica.



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