POLÍTICA

OPERAÇÃO

30/11/2017 às 14:03:38 Enviar Imprimir
Assessor do deputado Guilherme Maluf volta ser alvo do Gaeco; veja lista completa
O servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Odenil Rodrigues de Almeida, assessor de confiança do deputado Guilherme Maluf (PSDB), voltou a ser alvo do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) na 4ª fase da Operação Convescote. Levado coercitivamente para a sede do Gaeco, ele foi interrogado e já foi liberado. 

No dia 30 de junho deste ano, Odenil também foi alvo de condução coercitiva até o Gaeco na 2ª fase da Convescote juntamente com outros servidores e ex-servidores do Legislativo Estadual que tinham recebido altos salários levantando suspeitas de que não fosse exatamente subsídios por causa da atuação parlamentar.

Dentre as hipóteses investigadas estava a de que os alvos fossem laranjas de outros envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público operado pela Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) que mantinha convênio de R$ 100 milhões com a Assembleia Legislativa.

Odenil integra o rol de 22 pessoas já denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) no dia 5 de julho deste ano em decorrência das fases anteriores da Operação Convescote. Ele foi denunciado pelo crime de falsidade ideológica em continuidade delitiva. A ação penal tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá sob a juíza Selma Rosane Santos Arruda. Ela recebeu a denúncia no dia 13 de julho de modo que todos os denunciados passaram à condição de réus.

Nessa nova fase em que Odenil voltou a conduzido e interrogado pelos integrantes do Gaeco, ainda não há informações sobre os motivos, quais os questionamentos que foram feitos. Ele continua como servidor da Assembleia Legislativa exercendo o cargo de consultor de comissão permanente e com um salário de R$ 14,1 mil. Atualmente, está lotado como consultor técnico jurídico da Mesa Diretora.

A Convescote foi deflagrada para desarticular uma organização criminosa montada pela Faespe para saquear os cofres públicos. A Fundação tinha contratos com a Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura. De 2011 em diante, a Faespe recebeu mais de R$ 70 milhões em contratos com esses clientes.

Quando deflagrou a 2ª fase em 30 de junho as investigações tinham constatado desvio de pelo menos R$ 3 milhões. Na época, o Gaeco estimava que o rombo pudesse ser de até 10 vezes mais em relação ao valor apurado até aquele momento. Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa.

Ao Gazeta Digital, o chefe do Gaeco, promotor de Justiça, Marcos Bulhões, confirmou que todos os mandados já foram cumpridos e disse que o saldo da operação foi positivo. No decorrer desta tarde serão retomados os interrogatórios. Por enquanto somente Odenil e o advogado Eduardo César de Mello, foram interrogados e já liberados.

Veja os nomes dos alvos nesta 4ª fase da Convescote:

Marcos José da Silva (servidor do TCE-MT)
Jocilene Rodrigues de Assunção (esposa de Marcos)
Odenil Rodrigues de Almeida (Assembleia Legislativa de MT)
Luiz Fernando Alves dos Santos (Plante Verde)
Eduardo César de Mello (advogado)
Jurandir da Silva Vieira (Solução Análise de Crédito)
Caio César Vieira Vieira de Freitas (Solução Cosméticos)
Tschales Franciel Tschá (ex-secretário geral da Assembleia Legislativa de MT)




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