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Tentativa de resgate a traficante acaba com três homens mortos

A polícia paraguaia frustrou mais uma tentativa de resgate do traficante Marcelo Piloto, que está preso no Paraguai desde o fim do ano passado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, pelo ministro do interior, Juan Ernesto Villamayor. Na ação, três suspeitos foram mortos. 

O ministro disse à ABC Color, que agentes invadiram uma casa em Presidente Franco, a cerca de 10 km da fronteira com o Brasil, no fim desta madrugada. No local, os policiais encontraram um carro-bomba que seria usado no novo plano de resgate do traficante. Houve confronto e três suspeitos foram mortos, dois deles seriam brasileiros e integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). 

Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, foi preso no Paraguai em dezembro de 2017. Ele é apontado como chefe da facção criminosa com larga atuação no fornecimento de drogas para o Brasil. 

Na ação desta quarta-feira, a polícia encontrou, no sítio, um carro com 84 kg de dinamite em gel. As autoridades decidiram detonar todo o material encontrado. Armas também foram apreendidas na operação.

Presos em tentativa de resgate no início do mês

No dia 4 de outubro, a Polícia Federal (PF) prendeu cinco pessoas que planejavam libertar o traficante. A ação da PF aconteceu em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia.

De acordo com a PF, o grupo estava em três casas em Assunção, na capital paraguaia, de onde pretendiam partir para o resgate do criminoso, naquele fim de semana. Nos imóveis alugados pela quadrilha foi aprendida grande quantidade de armas e munições.

Na ação foram presos: Alan Neves da Conceição; Juarez Italo Paiva Neto; Marisa de Souza Penna; Thiago Lucas Gonçalves; Wanderson Ferreira de Paula Silva.

Marcelo Piloto

Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, foi preso no Paraguai em dezembro de 2017. Ele foi encontrado em uma operação da Secretaria de Estado de Segurança do Rio (Seseg), em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), a Polícia Federal brasileira, a Polícia Nacional do Paraguai e a Agência Antidrogas Americana (DEA).

Piloto era homem de confiança de Fernandinho Beira-Mar (preso em penitenciária federal há 11 anos), tendo recebido todos os contatos de fornecedores de armas de Marcelinho Niterói, morto por agentes da Polícia Federal na Maré, em 2011.

Na ficha criminal do traficante, há também participações em ações violentas, como arrastões e ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), além de resgate de preso.

Segundo o Portal dos Procurados, Piloto, também conhecido como Celo, foi preso pela primeira vez em 1998. Em 2007, seis dias após ganhar da Justiça o benefício do regime semiaberto, ele fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, na Região Metropolitana. Contra ele, havia ao menos 20 mandados de prisão.

Piloto faz parte do grupo de dez traficantes, acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), no dia 3 de julho de 2012. A principal área de atuação dele era em Inhaúma, Ramos, Penha, Bonsucesso, Pilares e Benfica. O traficante costumava ainda promover bailes funk nas comunidades, impulsionados pela venda de drogas, e circular com carros roubados. Em julho de 2010, Piloto teria participado de arrastões na Avenida Pastor Martin Luther King e na Linha Amarela.

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