POLÍTICA ▸ DESABAFO

Senadora Selma Arruda chora e diz que cassação é resultado de perseguição política em MT

A senadora de Mato Grosso, Selma Arruda (PSL) chorou, na tribuna do Senado, durante pronunciamento, na terça-feira (23), argumentando que considera injusta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TER-MT) que cassou o mandato dela, por abuso de poder e caixa dois.

Selma argumentou que esse seria o peso de, como juíza, ter prendido líderes políticos do Estado , por corrupção, como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia, José Riva.

"Eu não consigo encarar o Senado como um mérito que se basta a si mesmo. Eu consigo encarar o Senado como um poder que eu ganhei dos meus eleitores para fazer o que eles querem que eu faça. Mas, para as pessoas que apenas pensam no poder pelo poder, não há o que pare essas pessoas", afirmou.

Na tribuna ela negou o crime de caixa dois e explicou aos colegas que as despesas de campanha foram pagas com recursos próprios e do primeiro suplente.

Ela afirmou que espera um julgamento isento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Eu estou aqui para dar essa satisfação aos colegas. Eu também estou aqui para fazer um desabafo, para dizer para vocês que eu confio que aqui nós vamos ter um julgamento isento, que aqui nós vamos ter um julgamento menos perseguidor e que aqui eu vou conseguir limpar o meu nome e a minha dignidade, porque isso é a única coisa que eu tenho. E eu não vou permitir que uns e outros digam que eu tenho que usar tornozeleira", disse.

Cassação 

A senadora teve o mandato cassado, por unanimidade no TRE de Mato Grosso, no dia 10 de abril. O Pleno entendeu que a juíza aposentada  promoveu arrecadação de recursos e fez gastos eleitorais antes do período de campanha.

A legislação determina que arrecadação e gastos eleitorais só podem ser efetivados a partir da data da convenção partidária.

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