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Seleção joga feito gente grande e faz estratégia funcionar contra sérvios

Ao contrário dos outros dois estádios em que o Brasil jogou até aqui na Rússia, o do Spartak não tem uma tribuna de imprensa lá no ponto mais alto da arquibancada, mas bem atrás dos bancos de reservas. Dali, a talvez uns dez metros da linha lateral, deu para ver direitinho nesta quarta-feira a melhor atuação da Seleção na Copa do Mundo, a vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia.

Deu para comprovar de perto: os sérvios são realmente altos, tema que tinha norteado parte da entrevista de Tite na véspera do jogo decisivo. Entrevista em que o técnico disse (ou previu), com outras palavras, que esse ponto positivo do rival também poderia atrapalhá-lo.

– Com uma altura maior, vai perder alguma coisa. A vida é assim – falou, enquanto olhava sorridente à esquerda para o auxiliar Cléber Xavier, um dos responsáveis por dissecar os rivais.
Foi assim mesmo.

Os grandalhões sérvios levaram a melhor em muitas disputas pelo alto, mas perderam na velocidade. Se perderam nas trocas rápidas de passes e nos lançamentos seguidos de infiltrações pelas costas da defesa. Foi assim que o Brasil chegou na metade inicial do jogo. Gabriel Jesus e Paulinho, duas vezes, apareceram cara a cara com o goleiro. Na última delas, o volante o encobriu e abriu o placar.

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