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Segundo Neri, saída de Chalito mostra força da bancada; Indicado de Barbudo deve assumir

O deputado federal Neri Geller (PP) avaliou como positiva a saída do engenheiro Claudinei Chalito da Silva do comando do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Mato Grosso. Para o parlamentar, o recuo do Governo Federal mostra força da bancada de deputados e senadores do Estado.

Chalito foi nomeado no fim do mês de abril como superintendente do Incra em Mato Grosso, mas acabou sendo retirado do cargo três dias depois, após pressão do deputado federal Nelson Barbudo (PSL), que comunicou a Casa Civil que o então indicado teria "estreita ligação" com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Para Neri, a determinação da saída de Chalito do cargo fortalece a bancada de Mato Grosso e mostra que o Governo Federal está ouvindo os parlamentares do Estado.

“Isso é um bom sinal. Mostra que o presidente da República está ouvindo a bancada. Realmente o Barbudo liderou isso, houve uma indicação de um nome que ele escolheu e a bancada está apoiando”, disse o deputado.

O nome escolhido por Barbudo, segundo vem sendo comentado nos bastidores, é o do servidor do Incra Ivanildo Teixeira, que trabalha há quase 30 anos na autarquia federal. De acordo com o deputado do PSL, a oficialização deve acontecer nas próximas semanas.  

Entenda

No dia 29 de abril, o engenheiro agrônomo Claudinei Chalito da Silva foi nomeado como superintendente do Incra Regional de Mato Grosso pelo presidente do Incra nacional, general João Carlos de Jesus Correa.

O engenheiro permaneceu, no entanto, menos de quatro dias no cargo, após pressão de Barbudo que comunicou ao Governo Bolsonaro a sua ligação com o PT e de suas doações para campanhas de candidatos petistas.

Após a nomeação de Chalito, em áudio vazado, Nelson Barbudo criticou a escolha de um ‘petista’ para o cargo. Em entrevista ao Olhar Direto na semana passada, o deputado garantiu que nunca indicou nenhum cargo para o Governo e espera que o nome para comandar o Incra no Estado seja definido pela bancada federal.

“Desde que fui eleito nunca indiquei nenhum cargo para o Governo. O que eu fiz neste caso, foi só informar em Brasília o histórico do Claudinei Chalito, que é um petista de carteirinha. Meu apoio é para que seja um funcionário de carreira e que não trabalhe de maneira ideológica”, afirmou o deputado logo após a "queda" de Chalito. “Quem tem o poder de tirar uma pessoa do cargo é o Governo. A única coisa que eu fiz foi encaminhar o currículo dele para eles”, disse.

Na última sexta-feira (3) foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria que tornou sem efeito a nomeação de Claudinei Chalito como Superintendente do Incra em Mato Grosso.

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