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Safra de grãos deve cair 3,9%, mas receita bruta aumenta e chega a R$ 209,6 bi

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (10) o levantamento da safra 2017/2018 brasileira, no qual prevê a produção de 228,5 milhões de toneladas. Os dados apontam queda na produção, mas aumento de quase 25% na receita bruta, fato que foi influenciado, entre outros motivos, pelo aumento no preço do dólar.

Este já é o 10º levantamento feito pela companhia, que avalia e estima a produção de grãos brasileira periodicamente. De acordo com a Conab, a safra atual deve resultar na queda da produção em 3,9%, comparada com a safra 2016/17, considerada recorde e que colheu 237,7 milhões de toneladas.

O Centro-Oeste tem grande peso na produção total, sendo responsável por 100,6 milhões de toneladas de grãos. Desses, Mato Grosso, sozinho, gerou 61.374 mil toneladas, o equivalente a 26,55% da produção total.

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), se mostrou entusiasmado com o levantamento e ressaltou o resultado da agricultura brasileira. “A receita bruta  total da safra 2017/2018 está estimada em R$209,6 bilhões, bem superior à receita da safra 2016/2017, que foi de R$167,4 bilhões, como pode ser observado no relatório”, disse.

Produção de Grãos
Segundo o relatório da Conab, a produção de algodão em pluma nacional deve atingir a marca de 1.964,7 milhão de toneladas, enquanto na safra anterior o montante foi de 1.529,5 mil toneladas. A produtividade da soja foi um destaque positivo no levantamento, que apontou uma produção estimada em 118,8 milhões de toneladas, dos quais Mato Grosso produziu 32,3 milhões.

O levantamento também apontou os dados para o milho em segunda safra, feijão e o trigo. No primeiro, o dado aponta queda na produção, sendo esperados cerca de 56 milhões de toneladas de milho para a safra 2017/2018, representando uma queda de 16,9% em relação ao ano passado. O feijão tem estimativa positiva, com um aumento esperado em 7,7%. A produção deve ser de 1,3 milhões de toneladas. O trigo, por sua vez, deve ter um aumento da produção de 15%, chegando a 4,9 milhõe

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