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Procurador entrega colegas e poderosos para fechar delação no Supremo Tribunal

O procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República. Aliás, o termo já teria sido, inclusive, homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

Em depoimentos sigilosos, o procurador teria entregue outros colegas de PGE, membros do Tribunal de Justiça, Ministério Público e ainda políticos com foro privilegiado no STF. Ele é apontado como um "operador de pareceres jurídicos" para aparentar legalidade aos atos de corrupção durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que hoje cumpre prisão domiciliar também após delação premiada.

De acordo com o site Gazeta Digital, no dia 27 de julho do ano passado, a procuradora federal Vanessa Zago encaminhou ao então procurador geral da República, Rodrigo Janto, um ofício com o acordo de Lima. No mesmo mês, o procurador trocou de advogados, sendo que João Cunha foi substoituído por Marcelo Neves e Rafael Faria.

Chico Lima foi preso em duas oportunidades em 2016 nas operações Seven e Sodoma. Ele chegou a ficar quase um ano no Centro de Custódia de Cuiabá.

Além disto, Chico Lima já tem uma condenação a 15 de prisão na primeira fase da Operação Sodoma por participar de um esquema de venda de incentivos fiscais. Ele teria participado da lavagem do "dinheiro sujo" descontando os cheques do empresário João Rosa numa factoring e também organização criminosa.

Nas delações premiadas de Silval Barbosa e o ex-secretário Pedro Nadaf, Chico Lima é constantemente citado. Por exemplo, na desapropriação do Jardim Liberdade, em Cuiabá, ele é considerado o "mentor intelectual" do esquema que gerou um desvio de R$ 16 milhões.

 

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