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Preso de Guantánamo será transferido para Arábia Saudita, diz Pentágono

Um prisioneiro de Guantánamo que confessou ser culpado de ajudar a planejar um ataque a um navio petroleiro francês em 2002 foi transferido para a Arábia Saudita, informou o Pentágono nesta quarta-feira (2).

Esta é a primeira vez que um detento deixa a prisão militar na presidência de Donald Trump.

"O Departamento de Defesa anunciou hoje a transferência de Ahmed Mohammed Ahmed Haza al-Darbi do centro de detenção da Baía de Guantánamo para o governo do Reino da Arábia Saudita", informou o o Pentágono em um comunicado.

Em fevereiro de 2014, Darbi fez um acordo que o levou a admitir que planejou, ajudou e apoiou um ataque ao MV Limburg, que matou um marinheiro búlgaro, feriu doze pessoas e causou um grande derramamento de petróleo no Golfo de Aden.

Como parte de seu pedido, Darbi forneceu provas contra outro detento saudita de Guantánamo: Abd al-Rahim al-Nashiri, que enfrenta a pena de morte sob acusação de planejar o ataque do MV Limburg e do ataque de 2000 contra o USS Cole no Iêmen, que deixou 17 mortos.

Darbi foi condenado a uma pena de 13 anos de prisão, que começou a ser contabilizada no dia do acordo.

O acordo, entretanto, incluía uma cláusula segundo a qual, depois de mais quatro anos em Guantánamo, ele poderia cumprir o restante da pena em um centro de reabilitação de luxo na capital saudita, Riad, onde os ex-extremistas recebem aconselhamento e desintoxicação ideológica.

Ainda há 40 pessoas em Guantánamo, mas Trump prometeu enviar mais detidos para a prisão, localizada em uma base naval dos Estados Unidos em Cuba.

Futuros detidos
Também nesta quarta-feira (2), o secretário de Defesa, Jim Mattis, enviou à Casa Branca um novo guia sobre como os militares americanos podem considerar os detidos para uma possível transferência à prisão da Baía de Guantánamo, disse um funcionário de alto escalão do Pentágono.

A medida é tomada depois de o presidente Donald Trump assinar, em janeiro, uma ordem executiva para reverter a diretriz não aplicada de 2009 feita por seu antecessor, Barack Obama, para fechar uma prisão cuja existência e permanência provocou fortes críticas a nível internacional, incluindo da ONU.

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