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Premiê da Eslovênia renuncia após Supremo barrar projeto ferroviário

O primeiro-ministro da Eslovênia, Miro Cerar, anunciou nesta quarta-feira (14) sua renúncia ao cargo em resposta à decisão do Tribunal Supremo de anular um referendo realizado em setembro de 2017 sobre um polêmico projeto ferroviário.

Segundo a agência de notícias eslovena "STA", o chefe de governo informará na quinta-feira ao presidente do país, Borut Pahor, sobre sua decisão de deixar o governo.

"Hoje a gota transbordou o copo, o projeto ferroviário sofreu um golpe causado por aqueles que desejam deter o desenvolvimento positivo da Eslovênia. Não quero participar disso", declarou Cerar depois da sessão do governo.

"O país está hoje em uma situação essencialmente melhor que no ano de 2014 (quando assumiu o posto). Devolvo o poder às mãos de vocês", acrescentou.

O projeto ferroviário entre o porto de Koper e Divaca, perto da fronteira com a Itália, era "essencial para o desenvolvimento do país", segundo o premiê, e teria um investimento público de 1 bilhão de euros.

Cerar explicou que ficará no cargo como interino até a eleição do novo governo e que a situação na Eslovênia continuará estável.

As eleições gerais no país estavam previstas para 10 de junho e deverão ser antecipadas, provavelmente para maio, segundo o jornal "Delo".

O Tribunal Supremo da Eslovênia opinou por anular o referendo referente ao projeto ferroviário - no qual 53% dos eleitores aprovaram o financiamento público do projeto - alegando que ele deveria ser repetido porque não era legal o uso de dinheiro público para a campanha a favor do "sim".

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